Constelação familiar sugere olhar especial aos filhos que não nasceram

Reconhecer filhos de gestações interrompidas, dando-lhes o devido lugar na família, ajuda a curar diversas dores emocionais

Por Isabela Borges

A constelação familiar sistêmica lançou um novo olhar sobre os vínculos familiares e quando estes começam. Por trás de problemas emocionais podem estar gestações interrompidas. A constelação ajuda a reconhecer os filhos que não nasceram, dando o devido lugar a eles na família. Assim, possibilita a cura de diversos problemas emocionais.

Durante a constelação, é possível compreender o que existe por trás das angústias que carregamos, mas que muitas vezes preferimos deixar fechadas numa caixinha como se não existissem, por serem dolorosas demais para lidar.

Quando um tema é levado para ser constelado, não é possível saber o caminho que será percorrido. A única previsão assertiva é que será surpreendente! A surpresa é ainda maior quando surgem, a princípio invisíveis, os irmãos ou filhos de gestações interrompidas nos mais variados estágios, seja de abortos provocados (quando a mãe escolhe interromper a gravidez) ou causados por fatores naturais.

Desta forma, podem aparecer filhos de gestações interrompidas com pouquíssimo tempo, algumas vezes até sem que a mãe soubesse que esteve grávida. Em outros casos, a mulher até soube da gravidez, mas não teve tempo suficiente para fazer planos para a nova vida anunciada. Podem aparecer também filhos perdidos em gestação de estágio mais avançado, quando a criança já era aguardada por todos.

Há ainda casos de gravidez múltipla, quando a mulher engravida de mais de um filho mas nasce apenas um bebê. É muito mais comum do que imaginamos o fato de que em muitas gestações a mulher nem chega a saber que no início, tratava-se de gêmeos, mas um não sobrevive e é reabsorvido pelo próprio organismo dela.

Os irmãos que sobrevivem experimentam o que é chamado de “síndrome do gêmeo desaparecido”. São sintomas comumente observados por quem passou por esta experiência, segundo os estudos de Althea Hayton em sua longa pesquisa sobre o tema.

O gêmeo que sobrevive desenvolve características psicológicas dolorosas durante sua trajetória de vida. Ele vive sentindo-se angustiado, abandonado, nostálgico, ou insatisfeito com a sua vida, sem ter ideia da origem desses sentimentos. E a vida tão breve do irmão que não chegou a nascer, faz-se presente em seus dias. É o que as constelações chamam de “o amor adoecido”.

Reconhecer o amor para viver em plenitude

É muito natural que as famílias só considerem os filhos nascidos, seja pelo fato de nunca terem sentido no dia a dia a presença dos filhos que perderam, ou pela dor sentida com a lembrança da perda, ou por ser difícil lidar com a escolha pelo aborto. Por exemplo, é comum uma mulher que virou mãe, mas perdeu a segunda gravidez, dizer que tem apenas um filho. Na visão das constelações sistêmicas, esta mulher tem 2 filhos e cada um tem o seu lugar na família, independente dos destinos diferentes que seguiram.

A falta de reconhecimento dos filhos que não nasceram pode ser a causa de muitos problemas emocionais na família. A mãe e/ou o pai podem, sem ter consciência, não ter superado a perda e buscam “substituir” um filho pelo outro que veio depois. Também é possível que os irmãos sintam a falta do que não nasceu e inconscientemente, não alcançam a plenitude de suas próprias vidas, como que em uma homenagem distorcida ao que não sobreviveu. É como se eles dissessem: “por amor a você, eu também não me permito viver”.

É importante entender o profundo amor que une todas estas pessoas. E é um amor que precisa ser reconhecido e ter o seu lugar no coração e na família. Só assim, os envolvidos nestes laços energéticos poderão se sentir livres para viver suas vidas em plenitude.

Como os irmãos surgem na constelação

Para explicar, vou trazer aqui o caso de uma cliente que me procurou em um momento de mudança no trabalho. Ela estava sendo transferida de departamento contra sua vontade para atuar num lugar onde as tarefas estavam muito aquém de sua capacidade. Era praticamente um desperdício de talento e ela se sentia muito frustrada com isso.

Começamos a constelação e o movimento mostrou que ela não encontrava o seu lugar no campo. Ela andava em círculos e em torno de um eixo. Num determinado ponto, ela parava, sentia uma tristeza muito profunda e chorava muito. E logo em seguida, voltava a caminhar em círculo e parava em outro ponto, onde ela sentia em paz. Mas ela era levada a continuar em sua caminhada circular.

Depois de muito oscilar entre estes dois pontos, veio a compreensão de que ela tentava suprir dois lugares: o dela, onde ela se sentia bem, e o do irmão gêmeo, onde ela sentia muita tristeza. Então, um representante foi colocado para seu irmão e ela pode olhar para ele, reconhecê-lo e abraçá-lo. Ela pode dar a ele o seu devido espaço e, dessa forma, ficou em paz no seu próprio lugar.

Esta constelação liberou-a para que ela pudesse se sentir bem em seu novo lugar no trabalho. Ela se deu a chance de experimentar o novo. Com a diminuição de tarefas e cansaço, ela também teve a oportunidade de abrir espaço para uma nova profissão. Ela começou a fazer atendimentos holísticos fora do seu expediente de trabalho. Mas o maior impacto não foi sentido no campo profissional, e sim num movimento muito mais interno. Uma melancolia que a acompanhou a vida inteira desapareceu, permitindo-a literalmente  a respirar muito melhor. A sua respiração se tornou mais longa, algo também nunca sentido. Todo este movimento em sua vida ocorreu nos últimos cinco meses, desde que ela constelou.

Para que serve a constelação familiar?

A constelação familiar é chamada de terapia breve por tratar temas pontuais em uma única sessão. Ela trabalha com conteúdos emocionais profundos e muitas vezes antigos, que normalmente interferem em nossas relações interpessoais ou situações que vivemos. Com frequência, eles direcionam nossas vidas para rumos que não queríamos tomar, fazendo-nos sentir reféns de nós mesmos.

A constelação consegue alcançar a origem desses sentimentos em nossa história familiar, liberando a carga emocional a partir de sua origem. Isso proporciona um grande alívio e abre uma real oportunidade de transformação de comportamentos e destinos, não apenas para a pessoa que constela, como também para seus familiares.

Quando constelar?

Você está pronto para constelar quando sente que chegou o momento de resolver algo importante dentro de você. Você sente que o sofrimento causado pela dor emocional que você carrega já é o bastante e você realmente quer uma transformação efetiva. Pode soar estranha esta colocação, mas além do entendimento racional, é necessário compreender que existe o tempo de cada alma. Às vezes, é necessário carregar a dor por mais um tempo, até chegar seu momento de cura. Então, este será o momento certo!

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Isabela Borges

Terapeuta holística. Trabalha com Astrologia, Tarot, Reiki e Forais Joel Aleixo em seus atendimentos para promover o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Atendimentos online via Skype.

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