Alimentação consciente e intuitiva: como perceber os sinais do seu corpo

Entenda suas reais necessidades alimentares e livre-se de dietas fixas e restritivas

Por Malu Paes Leme

Uma alimentação saudável não precisa ser sinônimo de restrição e sofrimento. Ao contrário: ouvir o próprio corpo e fazer as pazes com a comida são as premissas de uma alimentação consciente ou intuitiva.

Em meio a tantas regras alimentares, imaginar que é possível comer o que te dá prazer e, ao mesmo tempo, contribuir para um bom funcionamento do organismo, pode parecer algo inacreditável, certo?

Mas não é.

Quando você passa a se comunicar com o seu corpo, permite que ele dê sinais claros do que precisa.

Alimentação Consciente ou Intuitiva: escute sua fome

Uma alimentação consciente (ou intuitiva) propõe que a forma como nos alimentamos é tão importante quanto os alimentos que ingerimos.

Afinal, uma relação saudável com a comida precisa envolver corpo, mente e emoções. Assim, é possível passar a diferenciar as necessidades emocionais das físicas e se conectar com o próprio organismo.

A alimentação intuitiva nasceu na década de 1990, com as nutricionistas americanas Evelyn Tribole e Elyse Resch, com o seguinte propósito: elaborar uma alimentação que livra as pessoas de dietas fixas e restritivas.

Para isso, elas desenvolveram 10 princípios do comer intuitivo, são eles:

  • Rejeitar a mentalidade da dieta;
  • Honrar a fome;
  • Fazer as pazes com a comida;
  • Desafiar o “policial” alimentar;
  • Sentir a saciedade;
  • Descobrir o fator satisfação;
  • Lidar com as emoções sem usar a comida;
  • Respeitar seu corpo;
  • Exercitar-se para se sentir bem e não parar queimar calorias;
  • Honrar a saúde – “praticar uma “nutrição gentil”.

Em uma época que impera a cultura da praticidade e do prazer imediato, criamos uma realidade de distanciamento com os alimentos de verdade, com natureza e, claro, com os nossos desejos reais.

Neste contexto, falar de alimentação intuitiva pode soar como algo esotérico e até utópico. Mas, essa reconexão com o próprio corpo é possível.

Como comer de forma intuitiva?

Acolha sua fome  emocional

O primeiro passo é se conectar com as memórias afetivas. Sabe aquela lembrança de alimentos que você amava quando era criança?  Essas lembranças têm a capacidade de influenciar os nossos sentidos e trazem conforto.

Ao entrar em contato com essas memórias, você percebe com mais facilidade o lado emocional da sua fome e, assim, pode começar equilibrar de forma mais saudável a sua alimentação.

Entenda o quanto determinado alimento é importante para você, e passe a consumi-lo de forma atenta, equilibrada e sem culpa. Dessa forma, você evita o descontroles e até a compulsão alimentar.

Esteja presente na hora de se alimentar

Permita-se fazer refeições mais longas e comer utilizando a atenção plena. Perceba as sensações: o aroma, a textura e quanto esse alimento faz com que você se sinta bem.

Assim, você amplia sua consciência alimentar e passa a fazer escolhas que estejam alinhadas com o que te faz verdadeiramente bem em diversas esferas do seu ser.

 

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Malu Paes Leme

Malu Paes Leme é chef autoditada, pesquisadora, health coach e autora do livro Alimentação Inteligente.

Email: [email protected]
Site: www.malupaesleme.com.br

[email protected]


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