Bird Box: um exemplo de mãe possível e nada convencional

Filme estrelado por Sandra Bullock nos lembra a importância de valorizar a mãe como ela é

Por Maria Cristina

Para falar de mãe é preciso ter cuidado. Esta simples palavra é tão carregada de conceitos e deveres que para cada um terá um significado diferente. A verdade é que as mulheres que se tornam mães deveriam ser perfeitas, como a Mulher-Maravilha. Mas mesmo uma super-heroína tem suas fraquezas e a mãe, antes de entrar nesta categoria, também é uma mulher comum como qualquer outra.

Assim, o que proponho é olhar para a mulher comum, já que será dela que virá a mãe perfeita. Sim, a mãe é perfeita, tanto quanto lhe é possível ser. E reconhecer isto é um grande passo para que possamos fluir em muitas áreas de nossas vidas.

Bird Box: um exemplo de mãe possível e nada convencional

Talvez alguns se perguntem: “como um filme que fala de um mundo apocalíptico pode ser utilizado para ilustrar algo sobre mãe?”. Para quem não conhece, o filme da plataforma Netflix lançado em 2018 conta a história de Malorie (Sandra Bullock) que luta para chegar a um refúgio com duas crianças para escapar de criaturas misteriosas que, ao serem vistas, provocam várias mortes. Por este motivo, os protagonistas do filme precisam passar boa parte da história com vendas nos olhos.

Malorie está grávida no início do filme e demonstra não ter o menor vínculo com a criança que trará ao mundo. A criança, que a princípio ela nem sabe se será menino ou menina, nasce em meio a invasão da criatura que leva as pessoas à morte. Ela ainda precisa salvar uma outra criança e assim consegue seguir com os dois: um menino (seu filho) e uma menina. A personagem de Sandra Bullock então precisa passar por grandes riscos acompanhada das duas crianças que ela inclusive não coloca nenhum nome, e os trata como “Garoto” e “Garota”.

Em dado momento, quando é questionada por não ter batizado as crianças com algum nome, ela se irrita e diz que tudo que ela faz é tentar mantê-los vivos. E aqui chegamos ao ponto, em que esta mãe se torna um ótimo exemplo para a mãe possível.

Mesmo a personagem passando por grandes perigos e protegendo as crianças da maneira que pode, ela é questionada por não dar afeto a eles. E em muitos casos reais as maiores queixas em relação às mães é a falta de afeto.

Muitos talvez digam que ela poderia ter colocado um nome e isto não mudaria em nada, mas é justamente esta cobrança que mostra a idealização que a palavra mãe carrega. Sim, a Malorie é a melhor mãe que aquelas crianças poderiam ter! E se você tiver coragem de encarar este filme verá que em dado momento ela consegue dar o afeto que eles buscam. O detalhe é que ela não age por ser o certo a fazer, ou por alguma cobrança externa, mas porque ela está pronta para isso.

A mãe que é perfeita para nós

Nas constelações familiares sabemos que a mãe perfeita existe e são todas as mães. Ela é perfeita pois realiza com perfeição a sua função de gerar, dar à luz. Apenas por este motivo ela precisa ser honrada e reverenciada de seu lugar de mãe. Afinal, foi ela, junto ao papai, quem nos deu a vida. E qualquer problema se torna ínfimo diante da grandeza a vida.

Tudo mais que ela faz após a concepção é algo extra. Ou seja, não existe um direito a cobranças e exigências, apenas gratidão. E é esta postura que faz toda diferença na vida caso ela seja adotada.

A lei da ordem, um dos princípios sistêmicos das constelações, descreve que diante dos pais os filhos serão sempre pequenos. Eles são os que deram a vida e os filhos receberam. Não há como pagar ou compensar algo assim. O que pode ser feito para compensar são os filhos transmitirem esse legado às futuras gerações. Reconhecer o lugar da mãe é estar em paz com nosso próprio lugar no mundo. Como mulher, ela pode ter vários defeitos, mas como mãe é perfeita apenas pelo fato de ter dado a vida. Simples assim.

Postura que abre caminhos

Honrar o lugar da mãe é uma postura de vida. Quando os filhos adultos continuam com exigências de afeto, queixas ou reclamações de como foram ou são tratados por suas mães, eles não se abrem para a vida. É como se interrompesse o fluxo da vida que passa através dela e assim também não fluem em alguma área da vida. Podem ficar presos em relacionamentos vazios que parecem não suprir um vazio ou necessidade de amor. Ou ainda, por mais que sejam competentes profissionalmente não conseguem alcançar o sucesso ou prosperidade.

Quando uma mulher passa a ser mãe então ela terá a chance de revisar toda a relação com sua mãe através dos filhos.

Se ela continuar impedindo o fluxo de amor que vem da mãe certamente exigirá dos filhos que supram esta necessidade. Com isso, a desordem continua.

Da mesma forma que uma mulher é a melhor mãe que pode ser à sua filha ou filho, a mãe dela era a melhor que podia ser para ela, assim como a mãe da mãe, e a mãe da avó, e todas as gerações anteriores. E se este amor foi interrompido em algum momento basta uma pessoa olhar para o seu próprio lugar e adotar a postura correta. Não é possível restaurar o fluxo de outra pessoa, apenas o seu.

Então, é refletir do seu próprio lugar de filha ou filho, e independente de todas as falhas que você acredita que sua mãe cometeu, é reconhecer a grandeza dela diante de você. Dentro do seu coração, no fundo da sua alma reverenciá-la como alguém grande, que antes de você nascer já tinha suas dores e vivências e talvez também seus próprios emaranhamentos. Mas o seu papel não é julgá-la, criticá-la e nem mesmo ter pena dela. Apenas concordar com quem ela é e tomar tudo que ela deu à você! Assim você poderá se abrir para a vida e a tudo que ela pode oferecer!

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Maria Cristina

É psicóloga e atende em consultório em BH e online, por Skype. Tem amor pela profissão e o desejo constante de auxiliar as pessoas a enfrentar suas crises e a buscar o autoconhecimento.

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