É possível julgar de forma positiva?

4 passos para melhorar a relação com o julgamento, tanto o que fazemos, quanto o que se direciona a nós

Por Mari Mel Ostermann

Como você vem fazendo julgamentos? Julgar é nossa capacidade de comparar e escolher, classificar e elencar. Qual o melhor caminho do trabalho? Qual tênis é mais confortável? A fruta mais madura? O julgamento é o que nos leva, todos os dias, a conseguir fazer escolhas, a eleger o que será mais apropriado em cada situação.

Como outras ferramentas humanas, a capacidade de julgar pode ser mal utilizada. O julgamento é um encerramento de possibilidades e uma rotulagem, que acabam gerando decisões. Porém, muitas vezes, ao julgar, fechamos nossa visão de acordo com a forma com que aquilo nos afeta emocionalmente.

A limitação da percepção que nos impede de ir além do rótulo que nós mesmos criamos a respeito dos outros e de nós mesmos gera frustração, decepção e desconfiança. E, ainda, nos desconecta das possibilidades infinitas que temos de olhar para os seres e os momentos. Acabamos carregando a carga pesada de ter uma visão muito limitada sobre a existência.

Assim, ficamos sem enxergar a realidade, que é muito mais completa, complexa e multifacetada que nosso julgamento pode supor. Quando julgamos através de emoções negativas e projeções, acontece de classificarmos as situações de forma enviesada, parcial.

Mesmo que isso aconteça automaticamente (então não sinta culpa!) e mudarmos nossa forma de julgar exija exercício, atenção e vontade, o esforço traz inúmeros benefícios: expansão de consciência, aumento de empatia, autorresponsabilização, aumento da capacidade de perdoar, etc.

Julgue e seja julgado

O tema é discutido há milênios, como mostra o trecho abaixo de um texto antigo e conhecido: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu?

Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão”. (Mateus 7; 1-5)

Como tantas passagens bíblicas, o importante é a interpretação dos simbolismos presentes no texto:

  • Primeiro somos levados a perceber a lei da ação e reação, ou da atração. Quando entramos no campo e na vibração do julgamento que afeta o outro, podemos ser afetados por julgamentos alheios;
  • Depois somos convidados a fazer uma autoanálise, a reconhecer nossa responsabilidade pelos atos, além das projeções que fazemos no outro;
  • O alerta seguinte é sobre a necessidade de ter maturidade para saber quando estamos realmente servindo ou apenas desviando das dificuldades ao focar nos problemas dos outros, sem darmos reais contribuições;
  • Finalmente, o recado é dado: olhe para dentro antes de olhar para fora. Cuide do seu mundo particular antes de querer organizar o mundo alheio.

Aprendendo a julgar de forma positiva

Nada disso é novo, já recebemos estes recados nos mais diversos formatos. Julgar de maneira saudável e positiva é a meta. Para chegar no objetivo, seguem algumas instruções práticas:

  1. Antes de julgar perceba se há afetação emocional e mais vontade de julgar e apontar erros do que de realmente contribuir;
  2. Evite fazer suposições. O universo interior do outro é sempre um mistério e deve ser tratado com respeito;
  3. Se há mágoa ou raiva, busque dentro de si porque isso te machuca. Este ato amplia a visão e evita injustiças, projeções e desentendimentos;
  4. Fale da sua visão, seu ponto de vista, não de como o outro deveria ser. Use as expressões “Na minha opinião”, “Eu vejo”, “Eu sinto”, “Percebo assim”.

O bom julgamento é a ajuda externa em prol do aperfeiçoamento, seja de um professor, um guia, um bom amigo. Aquele julgamento que nos recobra a visão e nos desafoga da ilusão. Isso é visto em muitas filosofias. No budismo, por exemplo, aparecem casos bem claros dos julgamentos que vem para liberação, como um grande auxílio e um impulso luminoso na direção da verdade.

Cabe a nós, não só como julgadores mas também como julgados, termos discernimento. Discernimento para receber um julgamento: é esta uma lição que me liberta? De onde vem e para que serve o julgamento que recebi?

Assim, quando recebermos presentes em forma de julgamentos, poderemos aproveitá-los bem. E ao julgarmos, que sejamos sempre sempre conscientes e nunca esqueçamos que não há verdade absoluta, há apenas verdades parciais, maiores ou menores. Ao julgarmos, devemos contribuir para a expansão e crescimento da verdade. Se não soubermos como, que não julguemos.

Faz sentido? São ajustes simples para nos pouparmos de pensamentos e sensações tóxicas que nos afastam da verdade. Experimente melhorar sua relação com o julgamento, isso pode ser revolucionário! E uma última dica: evite fofocas de baixa vibração. Discernir é evoluir!

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Mari Mel Ostermann

Formada em Naturologia pela UNISUL, faz leitura de aura, é mestre em Reiki Essencial e co-fundadora do curso Integral Way (http://cursointegralway.com/). Trabalha em prol da liberdade das pessoas, combinando técnicas estudadas com suas vivências pessoais.

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