Como superar um coração partido?

Conheça ferramentas que ajudam a entender as questões inconscientes que prejudicam a relação

Por Maria Cristina

Proponho que você imagine a seguinte cena: você conhece aquela pessoa que acredita ser o amor da sua vida. Porém, de repente ele ou ela vai embora e você se depara com a solidão. Pode ficar um tempo sofrendo pela perda, com o coração partido. Então, você encontra de novo outro alguém que faz seu coração pulsar mais forte. Você, então, pensa: “Agora vai dar certo!”.

Mas como uma reprise de um filme antigo tudo se repete e novamente há a dor de uma separação e de estar novamente só. Se este filme voltará a se repetir outras vezes, depende apenas de você. É possível interromper a repetição ao tomar consciência de quem você realmente é, do que espera da pessoa parceira, e qual a sua forma de se relacionar.

Talvez precise olhar para a síndrome do coração partido para compreender os motivos que o levaram a sofrer tanto. Para isso, pode ser importante rever os padrões de relacionamento pelos quais você se guia, as relações em sua família de origem e quais aspectos inconscientes podem estar te impedindo de estar livre para um relacionamento e seguir em frente após uma separação. O trabalho é todo seu, mas há ferramentas que podem ajudar.

Antes do coração partir

Todos querem saber como superar uma separação e seguir em frente. O que se esquece é a importância de compreender como tudo se desenrolou até o momento da ruptura. Se esta atitude não for tomada é provável que a situação se repita no próximo relacionamento e isto dificulta ainda mais seu processo de superação no futuro. Assim, apesar de toda a dor que gera um coração partido, é preciso sentar, avaliar e refletir sobre o que ocorreu.

Muitas vezes, a pessoa que se percebe como abandonada se sente como uma vítima, como se não tivesse nada que poderia ter sido feito para mudar. Contudo, é comum que este, na verdade, tenha sido quem provocou a ruptura do relacionamento, mesmo que não tenha tomado a atitude do término. É claro que esta é uma dinâmica inconsciente, um processo de autoconhecimento pode desvelar para a pessoa esta percepção.

É possível perceber quando um relacionamento está chegando ao fim. Normalmente, sente-se que algo não vai bem e, ainda assim, evita-se olhar para o problema e o assunto é evitado. Desta forma, não podemos dizer que seja surpresa quando tudo desmorona e o coração quebra junto. Há sinais a serem observados, inclusive em você mesmo. E se ainda assim você se sente a vítima, talvez seja a hora de se atentar para os detalhes, compreender melhor e tentar assimilar qual é o grande aprendizado que a situação traz.

Síndrome do coração partido: como evitar?

Ninguém entra em um relacionamento sem trazer uma “bagagem”. Cada um carrega consigo as crenças e padrões relacionais adotados em sua família de origem. Exatamente por isso surgem os desafios. São pessoas distintas se relacionando, criadas de forma completamente diferente e que agora buscam compartilhar uma vida em comum.

As expectativas podem ser completamente irreais de um ou ambas as partes. Assim, é importante, após o primeiro momento no qual a paixão domina, ter a serenidade para olhar para o outro tal como ele é.

A tarefa é desafiante porque muitas vezes necessita-se da criação de um novo modelo de relacionamento, diferente da família de origem. Isso pode gerar uma culpa inconsciente de estar sendo desleal. Mas é assim que nasce um relacionamento real e duradouro.

Como superar uma separação?

Existem questões que interferem na intensidade da dor de um término. Se a cada fim de relação você sente que é o fim do mundo, talvez esteja chorando por algo do passado que ainda não foi superado.  É importante avaliar o caminho percorrido nas relações afetivas.

Geralmente a ruptura com o primeiro grande amor é mais dolorosa. Pode acontecer de você, na ânsia de amenizar a dor, mergulhe em outra relação antes de superar a anterior. E assim, você passa a esperar do novo compromisso algo que na maioria das vezes é impossível de obter. Avalie, então, a intensidade do coração partido e veja se é proporcional ao ocorrido.

Aceite que o luto precisa existir. É importante viver a dor e não ignorá-la. Recolha-se por um tempo. Faça uma revisão de tudo o que ocorreu. Tente perceber quais padrões moveram você e a pessoa parceira, qual a responsabilidade de cada um em tudo o que ocorreu. Assumir a sua responsabilidade é parte essencial no processo de crescimento, afinal é a sua vida e são suas escolhas.

Ferramentas que ajudam na superação

Há algumas ferramentas que podem ajudar no processo, indico a união do Ho’oponopono com a EFT (Emotional Freedom Thecniques), que ajudam a entender a origem da dor.  Os pontos da EFT – técnica que utiliza as pontas dos dedos para estimular partes específicas do corpo – podem ajudar você a se lembrar de alguma etapa anterior de sua vida na qual também se machucou. Ao identificar a raiz da dor, permita-se liberá-la do seu inconsciente.

Se é a primeira vez que se depara com o coração partido, utilize a EFT para expor todo o sentimento presente na situação. Associe com o Ho’oponopono utilizando as quatro frases – sinto muito, me perdoe, eu te amo e obrigado – para cada aspecto da situação que percebe como negativo. Assim, você pode liberar toda a dor sem deixar nada pra trás e seguir em frente.

Seguindo em frente

Apesar do sofrimento, é possível continuar na mesma relação mesmo que o outro tenha partido seu coração. Faça um balanço para compreender o processo e perceber se havia expectativas irreais quanto ao relacionamento. Tente perceber se é você que não quer continuar e está apenas buscando uma saída sem sentir-se culpado. O mais importante é buscar a conexão com nosso eu verdadeiro. Conecte-se com a real intenção de perceber a dinâmica inconsciente por trás do ocorrido.

Talvez você se decepcione algumas vezes mais ao longo de sua vida afetiva.

Lembre-se que a frustração é sempre do tamanho da expectativa de cada um.

Algumas vezes o outro não terá como oferecer o que você espera. Mesmo porque algumas necessidades que são levadas ao relacionamento afetivo advém da relação com os pais, por exemplo. Pode ser que você esteja esperando que a pessoa parceira preencha necessidades advindas de suas relações familiares.

Entrar em um relacionamento com questões anteriores mal resolvidas, talvez até de forma inconsciente, pode prejudicar bastante a relação e levar ao término. Afinal, ninguém é capaz de preencher as necessidades do outro. Cabe a você o trabalho de olhar para dentro e compreender as forças inconscientes que estão guiando suas escolhas. Aproprie-se de quem você é, daquilo que falta e o que você busca nas relações. Somente assim é possível ter maturidade nas escolhas e expectativas realistas em relação ao outro.

Foto: Bigstock/Tiko Tas

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Maria Cristina

É psicóloga e atende em consultório em BH e online, por Skype. Tem amor pela profissão e o desejo constante de auxiliar as pessoas a enfrentar suas crises e a buscar o autoconhecimento.

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