Expectativa X Frustração

Conheça caminhos para deixar de idealizar o futuro e evitar transformar desapontamentos em rancor

Por Mari Mel Ostermann

Não há quem não tenha experimentado essa dobradinha: primeiro a expectativa, depois, a frustração. E provavelmente, ainda iremos reviver este mecanismo algumas vezes, mas, se conscientes dele, podemos torná-lo mais leve e tê-lo como fonte de aprendizado.

É mais ou menos assim: projetamos um futuro desejável. Depositamos a expectativa de que a situação futura deve ser como nossa projeção, pois assim, e só assim, teremos o que buscamos: alegria, prazer, reconhecimento, etc.

E aí o momento esperado chega. E não acontece exatamente como esperávamos. Então, abrimos as portas para a frustração.

A frustração é o olhar para o passado recente com desapontamento.

A frustração pode trazer com ela sentimentos de tristeza, raiva, injustiça, vergonha e outros tantos que não nos servem para mudar o passado.

Perceba, então, que estamos falando sobre o famoso e incansável pêndulo que nos leva para o futuro (expectativa) e para o passado (frustração). E o presente, que é onde vive nosso poder de ação, é cegado pela insatisfação.

Mas dá pra viver sem expectativas e sem frustrações? Dizem que dá. Muitos monges e sábios relatam experimentar estado mental de profunda aceitação e abertura. Mas enquanto isso nos parece distante ou difícil, vamos falar em como podemos melhorar a nossa relação com essas duas forças.

O que é expectativa? E frustração?

Segundo o dicionário, expectativa é a situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento.

E frustração é o estado de um indivíduo quando impedido por outrem ou por si mesmo de atingir a satisfação de uma exigência pulsional. 

Seguindo o significado dessas palavras, vou buscar aqui positivá-las: A expectativa é onde muitas vezes mora a motivação dos nossos esforços presentes. Faço “x” com a expectativa de obter “y”.  Sim, a expectativa pode trazer ânimo, otimismo, coragem. O problema é quando desenhamos o resultado que desejamos de uma forma tão fechada que as outras forças da vida não devam interferir.

E assim apostamos tudo na ilusão de controlarmos o momento futuro, mas poderíamos lembrar que cocriamos os momentos futuros, ou seja, existem outros fatores que interferem na vida além da nossa expectativa.

Quando estamos abertos, compreendemos, aceitamos e agradecemos os resultados de nossas ações mesmo que eles pareçam tão diferentes das expectativas criadas. Desejar, sonhar, querer: sim. Fechar-se para a vida: não.

Já a frustração, num primeiro momento, pode ser útil para autorreflexão sobre nossas construções de expectativa, permitindo que nosso olhar para o futuro torne-se mais aberto às surpresas e presentes da vida (que é quando dizemos: uau, isso superou minhas expectativas!). Mas um ponto de atenção: a frustração não deve ser apontada para outra pessoa.

Frustrar-se com o outro é projetar nossa própria expectativa no comportamento e nas escolhas livres de outro ser.

E aí encontramos a tal da decepção. E seguimos uma bola de neve de negatividade que o mundo é injusto.

Portanto, a expectativa e a frustração existem desde os primeiros impulsos e necessidades da infância. Quando estou com fome, crio a expectativa de ser alimentada e se isso não acontece existe uma frustração dolorosa. Se o Papai Noel não passou no Natal com o presente que desejei, a mesma coisa. A infância é uma fase com pouca autonomia, e por isso essa dinâmica expectativa- frustração aparece tão claramente. Quase sempre dependo do outro para satisfazer meus desejos.

Já na idade adulta, nossa criança ferida dá as caras quando a vida não “obedece” aos nossos pedidos. Mas a maturidade emocional traz essa autorresponsabilidade pelas próprias expectativas, sem projetá-las. Traz também mecanismos de compreensão e abertura para outros pontos de vista, evitando que a frustração se torne trauma e rancor.

Como lidar com expectativa e frustração na prática?

Não acredito em receitas únicas, mas sim em sugestões e experimentações. Aqui vai a minha:

Quando você desejar algo e criar uma expectativa futura, permita-se pensar e sentir: “que as coisas ocorram para minha evolução, para o bem comum e para o bem maior. Eu imagino que isso seja como minha expectativa desenhou, mas estou aberta(o) para as infinitas possibilidades que a vida pode trazer.

Quando sentir frustração, permita-se sentir e pensar:

  • O que posso aprender com isso?
  • Quais são os outros pontos de vista que estou ignorando?
  • Como posso agradecer pela possibilidade de ver além das minhas expectativas?

Outra dica essencial: meditar! Há muito material sobre Meditação aqui no Personare.  Meditar ajuda-nos a fortalecer o eu observador, que consegue perceber a realidade de um ponto mais elevado, menos imediatista e mais estável; qualidades estas que são valiosas para nossas questões com o tema deste texto.

Que nossas vidas sejam cheias de sonhos. Que nossas vidas sejam repletas de aprendizados. Que todos possamos amadurecer emocionalmente. Que o passado e o futuro tragam sempre riqueza para nosso momento presente.

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Mari Mel Ostermann

Formada em Naturologia pela UNISUL, faz leitura de aura, é mestre em Reiki Essencial e co-fundadora do curso Integral Way (http://cursointegralway.com/). Trabalha em prol da liberdade das pessoas, combinando técnicas estudadas com suas vivências pessoais.

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