Após mais de um ano de espera, Westworld chega à segunda temporada

Por Metro Jornal

A teia da série “Westworld” é costurada por linhas narrativas que envolvem inteligência artificial, robótica, limites e deficiências do corpo e da mente humana.

Após mais de um ano de espera, a intricada superprodução da HBO retorna para sua segunda temporada neste domingo, às 22h.

Westworld é um dos seis parques temáticos comandados por uma misteriosa organização, a Delos Incorporated. Eles têm como cicerones androides com inteligência artificial impressionante e aparência verdadeiramente humana. Nos parques, os visitantes podem desfrutar de prazeres mundanos sem qualquer culpa, mas uma insurreição de robôs contra seus criadores humanos deve dar a tônica do novo ano.

Aos 46 anos, Thandie Newton interpreta Maeve, androide cujo personagem é dona de um bordel e que está convencida da sua humanidade. A atriz se diz orgulhosa da série e até mesmo das várias cenas em que surge completamente despida.

“Minha nudez é um lembrete da agonia que a mulher sente enquanto é estuprada. Fui ao Congo, onde me inspirei em mulheres que haviam sofrido estupros coletivos”, diz ela.

A violência sexual motivou a atriz a se transformar em ativista. “Tento me aproveitar do fato de nosso microcosmo de Hollywood ter influência no resto do mundo e não traio meu ativismo.”

Evan Rachel Wood, 30, interpreta Dolores, umas das robôs mais antigas. Para a atriz, esta segunda temporada apresenta semelhanças assustadoras com o movimento #MeToo, no qual mulheres da indústria do cinema se levantaram contra o assédio moral e sexual em ambientes de trabalho.

“A série é uma metáfora da opressão contra qualquer minoria ou grupo que tenha sido abusado pelo poder. Penso que, assim como em ‘Westworld’, estamos vendo o mesmo tipo de resposta de parte da sociedade”, afirma ela.

A atriz não revela qualquer potencial spoiler do que virá pela frente, mas se diz obcecada pela trama.

“Estou impressionada com a qualidade dos roteiristas. Sou a única do set que tenta entender tudo o que acontece e observa cada metáfora, cada referência, cada pista para poder entender o todo, mas creio ser impossível adivinhar o que vai acontecer agora. Eles [os roteiristas] foram longe demais”, diz ela. 

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