Para Reinaldo Azevedo, julgamento de Lula não terá resultado definitivo hoje

Por BandNews FM

O julgamento do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) não deve ter um resultado definitivo hoje.

 A opinião é do apresentador da BandNews FM Reinaldo Azevedo. O jornalista analisa como cada um dos desembargadores da 8ª Turma deve se comportar.

Com base no alinhamento lógico de votações anteriores, Azevedo afirma que o relator do caso, João Pedro Gebran Neto, deve confirmar a condenação de Lula.

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Para ele, é grande a possibilidade de o desembargador pedir um agravamento da pena, levando em consideração a agilidade com que ele anunciou sua decisão. Gebran Neto é o primeiro a votar.

Na sequência vota o desembargador Leandro Paulsen, que por óbvio conhece o posicionamento do relator, visto que é o revisor.

Caso qualquer um dos desembargadores discorde em relação a algum detalhe – como por exemplo o tempo da pena –, isso já abre um precedente para um embargo infringente.

Em qualquer caso, destaca Reinaldo Azevedo, "a bola" está com o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, o terceiro a votar. Em tese, ao menos, ele não conhece os votos do relator e do revisor, o que seria uma explicação razoável para um eventual pedido de vista.

Se isso acontecer, não há prazo para que o julgamento seja retomado. Para o jornalista, o cenário otimista mais realista para a defesa é um placar de 2 a 1 contra o ex-presidente.

A possibilidade de absolvição é pequena, e a divergência de pelo menos um desembargador oferece aos advogados a possibilidade de contestar o resultado.

No caso de um embargo infringente, deverá ser acolhida a pena mais branda, ou a absolvição. A decisão, nesta hipótese, seria proferida pela 4ª seção do TRF-4, que reúne os seis desembargadores da 7ª e da 8ª turma.

Reinaldo Azevedo acredita que os desembargadores não vão decidir sobre o recurso de forma unânime, o que abre caminho para que a defesa de Lula entre com um recurso no próprio tribunal.

Os embargos infringentes, segundo o jornalista, não deverão se resumir ao tempo de pena.

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