Orçamento prevê corte de R$ 23 milhões da UFMG

Por Metro BH
Lucas Braga/UFMG
Orçamento prevê corte de R$ 23 milhões da UFMG

Já está em trâmite no Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual elaborado pelo governo Federal e que tem por objetivo definir os destinos das verbas públicas para 2018. No primeiro ano em que a Lei do Teto passa a vigorar, a diferença de investimentos nas universidades públicas já é perceptível: no ano que vem, somente na UFMG, serão destinados R$ 22,6 milhões a menos quando comparado a 2017.
Embora os valores a serem destinados ainda não estejam totalmente fechados, informações do Ministério do Planejamento mostram, por ora, uma queda de cerca de R$ 1,931 bilhão investidos em 2017 para R$ 1,908 bilhão previstos para 2018. Para o Hospital das Clínicas, hospital universitário da UFMG, o corte no orçamento é de 8%: de R$ 280 mi para R$ 259 mi.
Apesar de já constarem no orçamento da universidade para o ano que vem, os cortes podem comprometer obras, bolsas de pesquisa e a própria sustentação da UFMG. Atualmente, a federal tem sete obras paralisadas e sem previsão de retomada; apenas duas – do CAD3 (Centro de Atividades Didáticas) e da nova Moradia Universitária – continuam; ambas sem previsão de término.
Procurada pela reportagem do Metro Jornal, a UFMG preferiu não se posicionar a respeito dos cortes previstos para o ano que vem. Afirma, entretanto, ter feito “sucessivos esforços para manter suas atividades” mediante os cortes sofridos desde 2015. A universidade ainda afirma vir mantendo sem interrupção as atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como a distribuição de bolsas acadêmicas com recursos próprios.

Movimentação
Os deputados federais vêm se organizando em um grande acordo para reduzir os cortes nos institutos. A bancada mineira, por sua vez, utilizará uma de suas emendas impeditivas para transferir mais R$ 30 mi para as universidades do Estado. “Tudo isso tem a ver com a PEC (agora Lei) do Teto. As bolsas da Capes (de pós-graduação) terão cortes de até 32%. É uma coisa desastrosa e não somente nos institutos específicos, mas de forma geral”, afirma a deputada e ex-reitora da UFJF Margarida Salomão (PT).
Ainda segundo Salomão, os valores previstos para 2018 mal sustentam as universidades do Estado para o primeiro semestre. “Se manter essa situação, não tem como funcionar no segundo semestre. Com esse bloqueio de recursos, 95 cidades mineiras que abrigam campus universitários vão ser impactadas gravemente”, completa a deputada.

União fala em aumento
O Ministério da Educação informou que os valores não estão fechados, que ainda serão modificados no Congresso e somente depois terão o valor real detalhado. Salomão, entretanto, refuta, alegando que, com a Lei do Teto, não haverá grandes diferenças nas verbas finais.
Em nota, o ministério ainda informa que, por parte dele, não houve “falta de recursos” para este ano. Conforme a pasta, as verbas liberadas foram acima do previsto e “suficientes para o pagamento de despesas de custeio em todos os institutos do país”. Em relação à UFMG, o MEC alega que houve um aumento de 13,7% nos recursos de 2016 para 2017.

Loading...
Revisa el siguiente artículo