Pré-candidatos enfrentam disputas internas pelo governo do Estado de São Paulo

Por Carolina Santos

A um ano da eleição, o Metro Jornal mostra movimentação de partidos para indicar os nomes que irão disputar a eleição pelo governo do Estado de São Paulo em 2018. Briga pela Presidência da República vai influenciar as escolhas locais.

PSDB

No ninho tucano, que governa o Estado desde os anos 1990, a decisão por Alckmin ou Doria como candidato à Presidência da República deve imperar. Se Alckmin for o indicado, Doria surge com força para sucedê-lo no Estado. Mas se a pretensão de Doria for mesmo Brasília e ele decidir trocar de partido para não brigar em casa com o padrinho, ou mesmo se preferir permanecer na prefeitura, há mais gente cotada para a disputa pelo PSDB. Do primeiro escalão de Alckmin surgem os secretários da Saúde, David Uip, e de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro (este último já oficializou interesse). Deputado estadual por três mandatos e agora prefeito de São Bernardo, Orlando Morando é outro nome no páreo, assim como o do senador José Serra – o mais discreto até aqui. E se a ideia for colar outra vez a imagem de “não políticos” (que também pode funcionar no caso de Uip), o PSDB tem o cientista político Luis Felipe d’Ávila, genro do empresário Abílio Diniz e que também já se apresentou como pré-candidato. Qualquer que seja o escolhido, o partido poderá perder dois importantes aliados para a coligação em 2018, já que DEM e PSB cogitam lançar candidato.

psdb bonequinhos previa eleições

PT

É sob a órbita do ex-presidente Lula que os companheiros do PT decidirão o candidato ao governo do Estado. Se vencer a queda de braço com a Justiça, Lula, que recentemente excursionou pelo Nordeste numa quase campanha, será o candidato ao Planalto. Neste cenário, Haddad vira o nº 1 na disputa pelo Estado. Mas, se ele for impedido de concorrer, o ex-prefeito Haddad ganha chance de ser o candidato em Brasília, como o próprio Lula já disse. Voltando ao Estado, com ou sem Haddad, o PT também tem Luiz Marinho, que foi ministro de Lula e prefeito de São Bernardo duas vezes, o ex-senador Eduardo Suplicy, que atualmente é vereador na capital, e o deputado federal Carlos Zarattini, líder do partido na Câmara. Também presidente estadual do PT, Marinho disse em julho que a decisão sobre o candidato sairá em dezembro. Na semana passada, em nova entrevista, Marinho se colocou como o provável candidato petista.

pt

PMDB

Presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e um dos maiores defensores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Paulo Skaf quer tentar pela terceira vez a cadeira no governo do Estado. O empresário lançou o seu próprio nome como pré-candidato em maio, durante congresso do PMDB.

PSD

Ministro das Comunicações, Ciência e Tecnologia do presidente Michel Temer (PMDB) e ex-prefeito da capital, Gilberto Kassab já teria manifestado para interlocutores que deseja se candidatar ao Estado. A entrada de José Serra pelo PSDB na briga, porém, pode fazê-lo desistir, pois é muito amigo do senador, de quem foi vice-prefeito. Concorrer ao Senado ou sair como vice em chapa com o ministro Henrique Meirelles presidente também são possibilidades para Kassab.

PDT

Ex-secretário da Educação – do Estado, com Alckmin, e da prefeitura, com Haddad –, Gabriel Chalita foi anunciado em maio como pré-candidato do PDT ao Palácio dos Bandeirantes. A investida também tem reflexo na disputa por Brasília. Em discurso no evento de lançamento do nome de Chalita, Ciro Gomes afirmou que a organização do PDT em São Paulo é fundamental para o fortalecimento da candidatura presidencial – no caso, dele mesmo.

Democratas

Aliado histórico do PSDB, o DEM pode deixar a aliança de lado. O partido cogita lançar candidato próprio e Rodrigo Garcia é o nome mais forte. Atual secretário da Habitação de Alckmin, Garcia já foi deputado estadual e secretário da Prefeitura de São Paulo. Já foi muito próximo também de Kassab, com que fez campanhas em dobradinha para deputado: Garcia estadual, e Kassab, federal.

PSB

Braço direito de Alckmin, Márcio França está cobiçando a cadeira do chefe e tem tudo para ser o candidato do PSB em 2018. No último dia 16, seu nome foi lançado como pré-candidato durante congresso do partido. Doria participou do encontro. Alckmin não foi. França ainda pode assumir o Estado antes: se o governador sair para disputar a Presidência da República, terá de deixar o cargo em abril do ano que vem. No seu lugar, entra o vice – o que pode turbinar a sua campanha. O lançamento da candidatura também rompe com a parceria com o PSDB.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo