Os destinos mais incríveis do mundo para baladeiros, mochileiros, aventureiros e voluntários

Por Eliane Quinalia

Viajar é uma daquelas experiências que garantem sorrisos e boas histórias por muitos e muitos anos.

E não importa se você gosta mais de sossego, aventuras ou festas: opções não faltam para satisfazer a todos os gostos e estilos.

Duvida? Basta colocar o assunto em uma roda de conversa. Por mais diferentes que seus amigos possam ser, todos certamente têm vontade de conhecer algum lugar. E isso inclui você, certo?

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6 DESTINOS PARA VIAJANTES

pe-na-estrada-e-mochila-nas-costasmochilaopexelsphoto90425.jpg Opções de mochilão vão da América do Sul à Africa
Pexels


Mochileiros de plantão

O mochilão é uma viagem que nos faz querer conhecer cada vez mais lugares e pessoas, que desperta a sensação de liberdade e faz ter a certeza de que viajar o globo seria um baita projeto de vida.

Para quem deseja rodar esse mundão, o estilo de viagem é um início ideal. Além do clássico tour pela Europa, que passa por países como França, Itália e Espanha, há os roteiros que abrangem lugares menos óbvios, como os países bálticos, e os que nada tem a ver com essa parte do planeta. Os mochilões pela Ásia, por exemplo, são ótimos para quem quer conhecer em uma tacada só a Tailândia, Malásia e Cingapura. Há ainda os que dão a volta na África e os que desbravam a nossa querida América do Sul.

Teo Cury fez seu primeiro mochilão aos 17 anos. Hoje, com 22, já guarda dinheiro para o próximo. “A ideia era me jogar mesmo! Conheci muita gente — com quem falo até hoje — e muitos lugares. Sem dúvida, essa é a minha modalidade de viagem preferida.” Ponto positivo: ele pode durar o tempo que você quiser e o preço é bastante ajustável, variando de acordo com as possibilidades de cada viajante.

 

vibepazeamorarqueologia29divulgacaorivieramaya.jpg Riviera Maya, no México, é um dos destinos mais procurados para relaxar
Riviera Maya/ Divulgação


Vibe ‘paz e amor’

Imagine uma orla que se estenda por mais de 120 quilômetros de praias calmas, de areias brancas e águas azuis cristalinas, típicas do mar do Caribe. Cena de filme, não? A Riviera Maya, no México, é um dos destinos mais procurados por quem busca férias tranquilas e relaxantes.

Com sol o ano inteiro, a natureza exuberante e a fauna rica fazem do lugar um cenário deslumbrante: há cenotes (poços de água cristalina, localizados em grutas), arrecifes de corais (incluindo Cozumel, segundo maior do mundo), piscinas naturais com arraias, peixes multicoloridos, rios subterrâneos e aves silvestres.

“O mar de Riviera Maya é o mais bonito que já vi na vida — e olha que, além do sudeste e nordeste do Brasil,  conheço o litoral do Chile, dos Estados Unidos e do Canadá. Para ajudar, a brancura da areia faz com que o azul do mar se destaque ainda mais”, diz a estudante Vitoria Motta, de 20 anos.

Entre um mergulho e outro no mar do Caribe, ainda é possível fazer uma trilha por castelos e monumentos históricos em Tulum, única cidade maia construída à beira-mar, que foi um importante porto comercial do império.

Com sol o ano inteiro, a região é uma delícia em qualquer época, mas vale ir depois do “Spring Break” —  período de recesso universitário nos Estados Unidos e Canadá, que atrai jovens para Cancun entre o fim de fevereiro e o começo de abril —, já que muitos acabam aproveitando para dar um pulo em Riviera, localizada a quarenta minutos da badalada cidade.

partiu-baladaibizacredito-ushuaiai-ibiza-3.jpg A balada Ushuaia, em Ibiza, na Espanha, é considerada uma das melhores do mundo
Ushuaia Ibiza/ Divulgação


#PartiuBalada!

Sol, praia e muita festa (mas muita mesmo!) fazem de Ibiza o lugar perfeito para quem gosta de agito e diversão.

Conhecida como nada menos do que a capital mundial da balada — sim, as melhores festas e DJs do planeta estão lá —, a ilha espanhola  não dorme. “Ibiza é o paraíso das festas. Não existe lugar com música tão envolvente e ambiente tão animado”, opina Jéssica Marsulo, de 26 anos, que já foi para lá seis vezes.

No verão, as festas não param nem durante o dia e acontecem em praias, piscinas, hotéis e casas noturnas, principalmente nos arredores da famosíssima Playa d’en Bossa.
Inclusive, não é raro sair de uma e já emendar a próxima. “Na primeira viagem que fiz para lá, perdi a noção do tempo — sim, tinha vezes em que não sabia nem o dia da semana — de tanto que saía de uma festa e já entrava em outra”, conta Jéssica.

E mesmo para quem tenta maneirar na quantidade, é difícil se controlar. Há bares “pé na areia” animados e os promoters passam o dia por lá, vendendo os ingressos das boates. Quando você vê, já está com mais um na mão sem ter levantado da cadeira, nem deixado a areia branquinha e a água azul cristalina para isso.

Ah, e fica a dica para quem gosta de provar bebidas e comidas típicas: o licor de ervas de Ibiza vale cada gole.

 

viagem-do-bemtrabalho-vluntariopixabay.jpg Trabalhos voluntários podem ser feitos em todo o mundo
Pixabay


Trabalho voluntário

Abraçar causas mundiais, empoderar pessoas e transformar o meio em que vive pode até soar, para alguns, como um sonho, totalmente irreal. Mas, para muitos jovens, essa é uma realidade — inclusive, em viagens internacionais, onde realizam trabalhos voluntários.

Além do descobrimento de novos lugares, culturas e línguas, quem sai do país para trabalhar sem remuneração é motivado por algo muito maior: o desejo de atuar em prol de uma causa especial.

E aí não faltam áreas nem países: há desde atividades educacionais com crianças carentes na Guatemala, assistência à mulheres na Índia, proteção ao meio ambiente na Argentina, e resgate de animais na Tailândia. Luiz Crisóstam, de 18 anos, por exemplo, realizou um trabalho voluntário com sírios refugiados na Alemanha. “Eu os ensinava alemão, levava a supermercados, farmácias e lojas e desenvolvia gincanas com as crianças. Foi muito gratificante perceber o quanto podemos ser importantes para alguém.” Agora, ele pensa em ir para a África para contribuir com a formação cultural e educacional de crianças.

 

espirito-aventureiro-em-acaodivulgacao-emproturbariloche.jpg Bariloche, na Argentina, oferece muitas opções de turismo de aventura
Emprotur Bariloche/ Divulgação


Aventura, aventura e aventura!

Não pense que é só de neve que se faz uma viagem incrível para a Argentina. Em Bariloche, além das paisagens lindas, não falta turismo de aventura no verão para quem curte adrenalina.

E não é para menos: a cidade fica no entorno do Parque Nacional Nahuel Huapi, o que a fez ser reconhecida em 2012 como a Capital Nacional do Turismo de Aventura pelo Congresso Nacional da Argentina. Dentre as atividades, não deixe de encarar o rafting: as opções de percursos variam de acordo com a dificuldade que o turista estiver disposto a enfrentar.

Para os mais corajosos, vale desbravar os rios argentinos na variação da modalidade, o Stand Up Rafting, que combina a prática com o SUP em pranchas que cabem até seis pessoas. Desafiador, não?

Mas se você faz parte do time que não abre mão dos loopings e ângulos extremos, prepare as malas para conhecer a divisa entre a Carolina do Sul e do Norte, nos Estados Unidos.

É lá que está o Carowinds, parque de diversão que abriga a maior montanha-russa do mundo.

Com nada menos do que 98 metros de altura  — o equivalente a um prédio de 30 andares —, o brinquedo leva os passageiros ao topo e, então, se rende a uma descida com um ângulo de 81 graus. Entre subidas, curvas e transições rápidas, a Fury 325, como é conhecida, chega a 150 km/h.

E não pense que essa é a única grande atração do parque. Fora ela, o local ainda conta com outras nove montanhas-russas —  desde as que não possuem carrinhos, mas apenas assentos ao ar livre, até as que só permitem que o passageiro vá de pé.

“Eu adoro! Tem opções para todos os gostos! Mesmo no verão, quando chega a formar filas de uma hora, vale a espera para quem gosta de adrenalina”, conta Michelle Salgado. Pronto para encarar essa?

 

descubra-a-si-mesmocaminhos-de-compostelaflickr-tere-sitacaminhos-de-compostelapixabay.jpg Diversos caminhos levam a Santiago de Compostela, na Espanha
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Viagem para (re)descobrir

Não tem jeito, há momentos em que a gente pede por um contato com a natureza (e com nós mesmos), para reflexão e autoconhecimento. E aí, não tem tarde em parque ou interior de cidade que resolva a questão. Mas há outros caminhos, e eles são os que te levam a Santiago de Compostela, na Espanha.

As rotas para esse Patrimônio da Humanidade são percorridas há séculos por peregrinos. Atualmente, todos que querem conhecer mais sobre si mesmos e deixar a mente livre para o entendimento de aspectos pessoais não abrem mão da viagem. E é muita gente, viu? São mais de 300 mil pessoas por ano, de acordo com o site oficial do destino.

Sabrina Rosa, que foi para lá aos 23 anos, é uma delas. “O caminho nada mais é do que uma imersão em si mesmo. Durante a experiência fiz milhões de descobertas: o que era capaz de suportar física e emocionalmente durante os muitos dias de longas caminhadas; o quão pouco precisava para viver — o peso da mala vai fazendo você desistir de algumas coisas ao longo do caminho —; e até onde iria para ajudar o próximo. Todas essas pequenas descobertas se transformaram em grandes ensinamentos que levarei para toda a vida. O caminho foi um divisor de águas para mim.”

Os caminhos que levam à cidade, na verdade, são vários. Mas o mais famoso é o francês, que começa em Roncesvalles, com mais de 800 km. Não, você não leu errado. A caminhada é, de fato, longa. Mas, geralmente,  é feita em cerca de um mês, permitindo que o viajante descubra cada pedaço da paisagem, enquanto descobre também a si mesmo.

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