Sua empresa no escritório coletivo

Por Carolina Santos

ivan-hussni colunista Montar um escritório não é barato, principalmente para o empreendedor iniciante que, normalmente, tem orçamento apertadíssimo. Os custos são velhos conhecidos: aluguel, energia elétrica, mobília, condomínio, segurança, limpeza etc. Além disso, manter a infraestrutura para trabalhar requer tempo e dedicação, ou o que seria a base para tornar o negócio viável se torna uma fonte de problemas. Considerando tais fatores, não é surpresa que ganhe força entre empreendedores o coworking, como é chamado o modelo de escritórios coletivos. Hoje, existem mais de 100 locais assim no Brasil, segundo a “Deskmag”, publicação especializada no segmento.

O coworking é um espaço alugado por hora, por semana ou por mês, dividido por profissionais de diferentes áreas. Esses locais oferecem mesas, telefones, internet, salas de reuniões e demais itens necessários no dia a dia de um escritório. As despesas anteriormente citadas são de responsabilidade do locador. É indicado principalmente para empreendedores individuais, empresários no começo da carreira, profissionais autônomos da área de serviços (web designers, arquitetos, por exemplo), entre outros. O coworking é uma boa opção para quem não quer o isolamento de trabalhar em casa no estilo home office ou não recebe clientes com grande frequência.

Um dos grandes atrativos do escritório coletivo, além da economia, é a interação entre as pessoas. O uso de um local comum permite a complementariedade de serviços. Assim, um arquiteto pode precisar de um advogado que está ao lado ou um web designer pode querer os serviços do contador sentado à mesa em frente, por exemplo.

A oportunidade de contato entre os profissionais serve ainda para a troca de conhecimento, estimula a criatividade e o compartilhamento de experiências.

No entanto, o interessado deve sempre avaliar se o modelo se encaixa no seu perfil. É importante considerar que haverá várias pessoas falando ao mesmo tempo sobre os mais diversos assuntos, o que pode ser ruim para a concentração. Além disso, é preciso tomar cuidado extra com informações confidenciais.

Se você tem dúvidas sobre o assunto, o Sebrae-SP pode orientá-lo; procure a unidade mais próxima.

Ivan Hussni é diretor técnico do Sebrae-SP

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