Valorização de imóveis continua perdendo força, aponta pesquisa

Por lyafichmann

Os preços dos imóveis mantiveram a tendência de desaceleração no mês passado. De agosto para setembro, o valor do metro quadrado de unidades anunciadas em 20 cidades passou de uma alta de 0,68% para 0,55%, segundo o Índice FipeZap.

No acumulado do ano, o aumento é de 5,40%, 0,9 ponto percentual superior ao IPCA previsto para o período. Mas em seis cidades os preços já sobem menos do que a inflação.“Os preços já estão elevados. É natural que haja uma acomodação”, diz o economista da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) Bruno Oliva.

Mesmo com o movimento de desaceleração, ele avalia que o mercado imobiliário não deve apresentar uma queda generalizada de preços. “Não acreditamos que haverá um estouro de bolha como era previsto por alguns especialistas após a Copa do Mundo”, afirma.

Entre os fatores que explicam o desaquecimento do mercado imobiliário, segundo Oliva, estão as perspectivas de enfraquecimento do mercado de trabalho a elevação da taxa de juros, que encareceram o crédito.

Nos 12 últimos meses, os preços acumulam alta de 9,16%. Foi o décimo mês consecutivos de diminuição do ritmo de elevação de preços nessa medição. Segundo a Fipe, desde os 13,8% registrados em novembro a alta vem perdendo força.

A cidade com o m2 mais caro continua sendo o Rio (R$ 10.793), seguida por São Paulo (R$ 8.277).

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