Diretor da Osesp, Nestrovski comenta desafios da orquestra, que festeja 60 anos

Por fabiosaraiva
Arthur Nestrovski, Diretor da Osesp | Ding Musa/Divulgação Arthur Nestrovski, Diretor da Osesp | Ding Musa/Divulgação

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo festeja o aniversário com um concerto especial que ganha transmissão digital, nesta quinta-feira, às 20h45, pelo site osesp.art.br. Para ver ao vivo, basta ir à Sala São Paulo (pça. Julio Prestes, 16, Luz, tel.: 3223 3966; hoje e amanhã, às 21h, sáb., às 16h30; de R$ 26 a R$ 166).

 

A Fundação Osesp apresenta mais de 300 concertos por ano. Não é excessivo?

Não fazemos menos nem mais do que tantas outras orquestras. São 300 concertos da Sinfônica, de Câmara, dos Coros… Os números impressionam porque é uma orquestra muito produtiva e é isso que se espera de uma instituição que tem mais de 50% dos seus recursos vindos diretamente do Estado.

 

A Osesp se vê como embaixadora da música brasileira?

Absolutamente sim. Nosso contrato prevê pelo menos seis encomendas por ano para compositores brasileiros. O programa também é generoso. Além disso, fazemos edição de obras de autores brasileiros, com distribuição nacional e internacional, e, criamos um selo digital para a música brasileira, que pode ser acessado de forma inteiramente gratuita.

 

Este ano a Osesp abriu um programa de passe livre para universitários. Como tem sido a resposta a ele?

Tivemos uma adesão espetacular. Mais de 4.000 estudantes se cadastraram, mas nos surpreendeu um índice ainda relativamente alto de não comparecimento aos concertos já confirmados pelos alunos. Queremos que eles tenham consciência desse privilégio e assumam essa responsabilidade.

O programa deste fim de semana traduz a orquestra?

Sim. A Alvorada de “Lo Schiavo”, de Carlos Gomes, serve como emblema de nosso empenho em promover a música brasileira. O “Concerto para Saxofone”, de John Adams, mostra nosso apego à produção de música de nosso tempo. Ser parceiro [com as sinfônicas de Sydney, Baltimore e St. Louis] na encomenda de uma obra a um dos maiores compositores vivo e fazer a estreia latino-americana dela nos nossos 60 anos não é pouca coisa. E a “Sinfonia nº 5”, de Tchaikovski, indica nossa dedicação ao grande repertório sob direção da nossa regente titular, Marin Alsop.

 

E quais os desafios à frente?

Um, sempre grande, é melhorar. Outro é tornar a Osesp ainda mais conhecida e querida não só do público de São Paulo, mas do país.

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