PT e PMDB serão rivais nos Estados

Por fabiosaraiva

A fissura na aliança PT e PMDB provocada pela negativa da presidente Dilma Rousseff de ceder um sexto ministério ao partido chegará aos palanques. Até agora, as pré-candidaturas apresentadas colocam os dois partidos como adversários diretos em oito campanhas ao governos estaduais. Os petistas também têm outras preferências em pelo menos dois Estados.

O principal ponto de atrito é na disputa do Rio de Janeiro. O senador Lindbergh Farias (PT) não abre mão da candidatura em favor do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que assumirá o governo fluminense em março. Em Minas Gerais, Dilma terá que administrar a ruptura, já que o PT terá o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, amigo pessoal da presidente, contra o senador Clésio Andrade.

 

Briga no Nordeste

Do lado peemedebista, a maior preocupação é com o governo do Ceará. Em troca do apoio à reeleição de Dilma — que inclui a nomeação do novo ministro da Integração Nacional –, o candidato do Pros terá o apoio petista, apesar de ter como adversário um cacique do PMDB, o senador Eunício Oliveira.

Para minimizar o prejuízo nas urnas, o partido já considera pedir à Dilma para ficar com a Secretaria de Portos na reforma ministerial, pasta que tem forte impacto no Nordeste. O partido deu um voto de confiança à presidente e aguarda uma definição até o início de fevereiro.

Pela lei eleitoral, as alianças precisam ser montadas até abril. Nem PT nem PMDB, porém, parecem dispostos a recuar das candidaturas em favor do outro.

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