Jovem viciada em drogas que arrancou os próprios olhos para 'se aproximar de deus' diz que a vida agora é mais bonita

Por Metro Internacional

"Um mês atrás eu podia ver. Ou talvez eu devesse dizer que eu tinha dois olhos, mas eles não me ajudaram a perceber o quão perigosa minha vida se tornou". Assim começa o relato de Kaylee Muthart ao Cosmopolitan.

Kaylee é uma jovem de 20 anos que se tornou notícia após arrancar os dois olhos usando suas próprias mãos em um momento de alucinação causado pelo efeito das drogas.

No dia 6 de fevereiro desse ano, ela foi protagonista da cena chocante em frente a uma igreja na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, após ter consumido metanfetamina.

A jovem revelou durante a entrevista que até os 17 anos foi uma estudante exemplar, com boas notas e com vontade de estudar biologia marinha. Mas logo em seguida ela deixou a escola para trabalhar e começou a beber álcool e usar drogas.

Depois de usar metanfetamina pela primeira vez, Kaylee passou três dias sem dormir e tentou ficar sóbria. Ela chegou até a se inscrever em um programa de reabilitação, contudo, se sentia muito sozinha e um dia antes de iniciar o tratamento teve uma recaída.

Ela contou que o consumo desse dia ocasionou uma alucinação muito forte que afetou a percepção que ela tinha da sua relação com Deus.

“Pensava que todas as pessoas mortas estavam presas em seus túmulos e que Deus estava no céu muito sozinho e que fazia falta um sacrifício importante para que as pessoas chegassem a Deus”, contou Kaylee.

“(A metanfetamina) fez com que tudo fosse mais sombrio, pegou tudo isso que eu acreditava,  distorceu e me colou no caminho para sacrificar meus olhos”, acrescentou.

Foi então que a jovem decidiu caminhar até a igreja tentando encontrar um conhecido, o que não aconteceu. Em seguida, ela começou a pensar que seu tempo para “salvar o mundo” estava acabando e arrancou os dois olhos. Antes de ficar completamente cega ela viu um pastor e disse: “reze por mim, quero ver a luz”.

"A vida é mais bonita agora, é mais bonita do que quando estava drogada, é um mundo horrível em que vivemos", disse a menina de 20 anos, que já está em processo de reabilitação e começou a fazer palestras sobre o perigo das drogas.

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