'Eles foram de sala em sala procurando pessoas para atirar', diz sobrevivente de ataque do Talibã em Cabul

Por Metro Internacional

Nesse último sábado (20) um ataque terrorista no Talibã a um hotel de luxo em Cabul deixou pelo menos 18 mortos, 14 deles estrangeiros. As forças especiais conseguiram conter o ataque somente domingo, com uma operação que durou 17 horas.

Haseeb, um jovem 20 anos que trabalha como garçom no Hotel Intercontinental em Cabul há quatro meses, narrou ao TOLONews que "Dois dos atacantes usavam roupas caras, e quando entraram no restaurante, pediram para servir o jantar. (…)Eles comeram e, ao terminar, tiraram rifles AK47 e começaram a atacar todos os presentes”, relatou o homem.

Haseeb e 11 de seus colegas fugiram do restaurante, no sexto andar do prédio, para se esconder em uma pequena sala no quinto andar do estabelecimento. "Os atacantes foram de sala em sala procurando gente para atirar ", acrescentou.

Outro dos garçons, que ficou escondido em meio a corpos sem vida, contou que algumas pessoas dos andares superiores do hotel usaram lençóis e cobertores como cordas para fugir do ataque.

Mohammad Musa Kamal, foi uma dessas pessoas que para fugir decidiu saltar do segundo andar do hotel e terminou ferido no chão do jardim por horas. Abdul Rahman Naseri, que também estava no hotel, ouviu um dos terroristas gritar: "Não deixe ninguém vivo, bom ou ruim, mate a todos!".

Mate os invasores e suas marionetes

Segundo o jornal El Mundo, o ataque ao Intercontinental, um local de encontro da comunidade empresarial afegã com alto poder aquisitivo, é o coração do mundo empresarial do país.

O Taliban conseguiu contornar todos os controles policiais do hotel, que tem fortes medidas de segurança. Os jihadistas justificaram o massacre alegando que seu objetivo era "matar os invasores estrangeiros e suas marionetes", informou o porta-voz do grupo, Zabiullah Mujahid.

O Talibã planejou detalhadamente a operação contra o Intercontinental. Os seis terroristas que formaram o comando conheciam o estabelecimento.

Somente nos últimos três meses, 400 civis morreram e outras centenas foram feridas como resultado de ataques jihadistas no Afeganistão.

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