Revelados novos detalhes chocantes sobre o caso da família Turpin

Por Metro Internacional
Em várias ocasiões, casal renovou os votos matrimoniais | Foto: David-Louise Turpin/Facebook - BBC
Revelados novos detalhes chocantes sobre o caso da família Turpin

O casal da Califórnia acusado de manter em cárcere privado e torturar seus 13 filhos se declarou inocente em sua primeira audiência no tribunal, que ocorreu na última quinta-feira (18).

David Turpin, 56 anos, e Louise Turpin, 49, faziam os filhos passarem fome, acorrentados à camas por meses e proibidos usar o banheiro e de tomar banho mais de uma vez por ano.

"A violência pareceu se intensificar ao longo do tempo", disse o promotor do distrito de Riverside, Mike Hestrin, ao anunciar as acusações. "O que começou como negligência tornou-se abuso infantil grave, generalizado e prolongado".

A Fuga

Segundo o Metro Reino Unido, o promotor Hestrin revelou mais detalhes sobre o caso. Entre eles, o planejamento da fuga dos irmãos durante dois anos.

A jovem de 17 anos, que conseguiu escapar da casa e chamar a polícia, tentou fugir com outra irmã adolescente, que acabou voltando por medo.

Quando os oficiais chegaram à casa, em Perris, ficaram surpresos com a situação cruel que encontraram. A desnutrição das crianças era tão grave que os irmãos tiveram uma significante perda muscular, além de danos no sistema nervoso e cognitivo, disse Hestrin.

A filha mais velha, uma mulher de 29 anos, era tão magra que os policiais não imaginavam que ela tinha essa idade. Algumas das 13 crianças foram isoladas por tanto tempo que não sabiam o que era um policial.

O início das situações de abuso

Turpin No Facebook, a família parecia feliz quando viajava junta - e uniformizada |Foto: David-Louise Turpin/Facebook / BBC

 

O abuso começou quando as crianças eram amarradas à camas com cordas, relatou Hestrin. Contudo, quando uma das crianças conseguiu escapar, o casal começou a contê-los com correntes  e cadeados, às vezes por semanas ou meses.

No domingo, três crianças foram acorrentadas às próprias camas, porém duas delas foram liberadas quando oficiais entraram na casa. A polícia então encontrou somente um jovem de 22 anos acorrentado.

A evidência de resíduos no chão indicava que as crianças não podiam usar o banheiro. Os envolvidos nessa operação relataram que o cheiro da casa era assombrosamente forte.

Mais crueldade do que se imaginava

Foto Reprodução / 11 news

Além de serem espancadas, enquanto as crianças eram privadas de comida, os pais comiam e ainda tiravam sarro delas, permitindo que elas vissem maçãs e tortas na cozinha, mas não fossem autorizadas a comer, disse Hestrin.

Da mesma forma, as crianças não podiam brincar com seus brinquedos, que foram encontrados por toda a casa ainda nas embalagens originais.

Uma das únicas coisas que as crianças podiam fazer era escrever em seus diários.

As autoridades identificaram que as vítimas têm entre 2 e 29 anos de idade. Seus pais foram presos com fiança de US$ 9 milhões cada um. Se forem condenados por todas as acusações, podem chegar a cumprir a pena de prisão perpétua.

 

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