Acusada de matar o namorado, Nahir Galarza tem resultado balístico negativo e pede prisão domiciliar

Por Metro Internacional

Um relacionamento conturbado e violento que acabou em assassinato chocou a Argentina. Após análise do caso, especialistas chegaram à conclusão que a morte de Fernando Pastorizzo (20), foi causada por um tiro nas costas. A autoria do crime é atribuída a Nahir Galarza, uma estudante de direito de 19 anos.

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Os dados de autópsia, divulgados pelo jornal argentino Clarín, contaram novos detalhes sobre o crime que ocorreu na última sexta-feira (29).

O relatório preliminar explica que o corpo da vítima tem duas feridas contundentes e penetrantes na região posterior do tórax direito. E outras duas com as mesmas características na região abaixo do tórax direito. A conclusão preliminar do legista é que "essas feridas correspondem a um orifício de entrada e saída devido a uma ferida de bala”, ou seja, um total de dois tiros.

Outro elemento importante que está sendo analisado pelos investigadores é o agravamento da acusação por causa do vínculo que os jovens tinham. Os pais da jovem declararam que ambos não tinham uma relação assumida, contudo nas últimas horas, uma foto de Fernando em férias no Brasil com Nahir e sua família foi publicada.

Controvérsias no caso

Os exames de balística realizados em Nahir e em sua mãe pela Polícia de Entre Ríos apresentaram resultados negativos. De acordo com este teste, a jovem não teria dado nenhum dos dois tiros que acabaram com a vida do seu namorado. No entanto, esses dados foram relativizados pelo promotor Sergio Rondoni Caffa.

"É um procedimento que foi feito seis horas depois, com a pessoa arrumada e transpirando muito. Isso não significa que ela não tenha disparado", finalizou Caffa.

A arma que foi utilizada no assassinato pertence à polícia, já que o pai da menina, Marcelo Galarza, é membro da corporação há 24 anos.

Prisão domiciliar

A defesa do Nahir Galarza emitiu um pedido de prisão domiciliar, contudo o juiz de Gualeguaychu, Guillermo Bire, rejeitou o pedido de defesa.

A cela

Segundo o Clarín, Nahir passa suas noites em uma cela de 2×4 metros. Embora no momento ela esteja sozinha, neste pequeno espaço há duas camas de ferro. O regime controla e vigia as visitas que a jovem recebe.

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