Submarino que desapareceu pode estar totalmente destruído

Por www.band.com.br
Submarino 'ARA San Juan' - Reprodução/Wikipedia
Submarino que desapareceu pode estar totalmente destruído

No último contato feito pelo submarino Ara San Juan no dia 15 de novembro, o comandante relatou problemas elétricos na embarcação.

O engenheiro naval, Carlos Padovezi, explica que, quando uma pane compromete o motor, a recomendação é fazer o submarino emergir usando o chamado "sistema de lastro", um mecanismo de esvaziamento dos tanques que são mantidos cheios d'água para a navegação no fundo do mar. “Se por acaso, ele estivesse a cem, cento e poucos metros de profundidade, haveria inclusive a possibilidade do escape da tripulação por uma porta de emergência.”

Mas a hipótese provável é que esse problema elétrico tenha causado uma explosão a bordo e o local mais indicado para que isso aconteça é a proa do submarino, a parte de frente da embarcação, onde ficam as novecentas baterias que utilizam um gás altamente inflamável: o hidrogênio.

Essa é a principal possibilidade, segundo a Marinha Argentina. Sensores instalados naquela região do mar detectaram um grande barulho no mesmo dia em que foi feito o último contato do Ara San Juan. Equipes de monitoramento dos estados unidos e da Áustria receberam os sinais via satélite.

O submarino foi projetado para atingir até 250 metros de profundidade, mas a região é muito mais profunda do que isso. Ou seja, depois da explosão, a embarcação pode ter ido para o fundo do mar e ter sofrido os efeitos irreversíveis da pressão.

O jornalista especialista em navegação, Roberto Godoy, fala sobre a esperança de encontrar o submarino. “Será muito difícil achar esses restos em uma profundidade tão grande. É provável que não se descubra o que aconteceu. Existe uma grande possibilidade dos tripulantes não sobreviverem”.

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