Governo colombiano e Farc chegam a acordo para libertação de general capturado

Por Nadia
Alzate é o militar de mais alta patente já sequestrado pela guerrilha | Reuters Alzate é o militar de mais alta patente já sequestrado pela guerrilha | Reuters

O governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) chegaram na noite de quarta-feira a um acordo para libertar o general Rubén Darío Alzate e outras duas pessoas sequestradas pelo grupo. A captura levou o presidente Juan Manuel Santos a interromper o processo de paz com a guerrilha.

O gabinete de Santos respondeu ao anúncio comprometendo-se a retomar as negociações assim que os reféns estiverem livres.

Um comunicado conjunto lido por Rodolfo Benítez, representante de Cuba, e Rita Sandberg, da Noruega, informou que “as libertações serão feitas o mais rápido possível”. Os reféns deverão ser soltos com a mediação da Cruz Vermelha, que participou da libertação de militares, policiais e civis sequestrados na Colômbia.

Mais alta patente

Alzate é o militar com mais alta patente já sequestrado pelos guerrilheiros das Farc. Ele e outras duas pessoas foram capturados no domingo quando saíam de um barco no Choco, região pobre e dominada pelo crime.

Poucos dias antes, os rebeldes haviam sequestrado dois soldados em Arauca. Segundo o acordo, eles também serão libertados.

Total colaboração

“O governo vai dar a sua total colaboração para garantir o retorno seguro dessas pessoas às suas casas, o que esperamos que venha a ocorrer no menor tempo possível”, disse o escritório do Santos em um comunicado. “Uma vez que estejam todos livres, a delegação do governo voltará a Havana”.

A decisão das Farc de libertar os prisioneiros pode contrariar críticos do processo de paz que dizem que os rebeldes não são sérios em relação a acabar com a guerra mais longa da América Latina, responsável pela morte de mais de 200 mil pessoas desde que começou, em 1964.

A suspensão das negociações é o mais sério revés para os esforços de paz depois que meses de discussões resultaram em acordos parciais em três dos cinco itens da agenda.

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