Pais de estudantes desaparecidos criticam presidente do México

Por fabiosaraiva
O presidente mexicano Enrique Pena Nieto, durante pronunciamento | Bernardo Montoya/Reuters O presidente mexicano Enrique Pena Nieto, durante pronunciamento | Bernardo Montoya/Reuters

No México, pais de 43 estudantes desaparecidos em setembro criticaram o presidente Enrique Pena Nieto nesta quarta-feira e acusaram o governo de fraude, de promover a impunidade e atrapalhar a busca de seus filhos.

Após uma reunião de cinco horas com o presidente, parentes dos estudantes sequestrados por policiais na cidade de Iguala afirmaram que a paciência das famílias está se esgotando com o governo, que, segundo eles, não tem se esforçado para encontrar os jovens.

Os desaparecimentos se tornaram o maior desafio a ser enfrentado por Pena Nieto, que assumiu o governo há dois anos prometendo restaurar a ordem no México, após cerca de 100 mil mortes violentas relacionadas com o crime organizado desde 2007.

Segundo informações iniciais dos investigadores, os estudantes, que cursam uma faculdade local, tinham um histórico de conflitos com o prefeito de Iguala e teriam sido detidos pela polícia e entregues para criminosos que os teriam assassinado. Porém, detalhes permanecem sem esclarecimentos.

“Nós não acreditamos nas palavras do presidente e em suas promessas até que os 43 estudantes sejam apresentados vivos”, afirmou Felipe de la Cruz, pai de um dos estudantes desaparecidos e porta-voz dos parentes, durante entrevista coletiva após a reunião com o presidente.

“Com todo o poder que o Estado tem, eles não conseguiram encontrar nossos garotos. Nós não acreditamos nesta fraude”, acrescentou Cruz.

Tanto o prefeito de Iguala quanto a mulher dele estão foragidos. Uma série de prisões ocorreu e ao menos 38 corpos foram localizados enterrados nas colinas que cercam a cidade, mas apenas nove teriam sido identificados como do grupo de estudantes desaparecidos.

Pouco antes da coletiva dos parentes, Pena Nieto fez um pronunciamento na TV prometendo redobrar esforços para encontrar os jovens desaparecidos.

“Não haverá o menor espaço para a impunidade”, afirmou o presidente. “Nós vamos aplicar a lei não importa quem seja afetado com isso.”

 

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