Eleição no Uruguai vai para 2º turno; terceiro colocado apoia oposição

Por Nadia
Tabaré Vázquez obteve 47,9% dos votos | Andres Stapff/Reuters Tabaré Vázquez obteve 47,9% dos votos | Andres Stapff/Reuters

O terceiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais do Uruguai, Pedro Bordaberry, declarou nesta segunda-feira apoio ao conservador Luis Lacalle Pou, candidato de oposição no país. Com 99,6% das urnas já apuradas, Pou havia obtido 30,9% dos votos no domingo, contra 47,9% do ex-presidente Tabaré Vázquez, que liderou a corrida mas não conseguiu conquistar a vitória.

Ao declarar o apoio a Pou, Bordaberry disse que o candidato tem “os melhores valores” entre os dois concorrentes. “Vou trabalhar todas as horas dos próximos 34 dias para assegurar que Lacalle Pou vença no segundo turno”, disse Bordaberry, filho de um ex-ditador, a apoiadores. O período se refere ao tempo que falta até o segundo turno, marcado para 30 de novembro.

Parlamento

Os uruguaios também elegeram os parlamentares no domingo. Tanto a Frente Ampla, de Vázquez, como o Partido Nacional, de Pou, não devem obter uma maioria no Congresso, colocando um desafio ao próximo presidente, que deve ter mais dificuldades para aprovar leis do que teve o atual chefe de Estado, José Mujica.

Ao votar em Montevidéu, Mujica disse que “cada um deve votar com sua consciência”. Pesquisas de boca de urna indicavam que ele seria o senador mais votado nessas eleições. Ele voltará ao Senado ao lado da mulher, Lucía Topolansky, depois de deixar a presidência, em 1º de março.

Maioridade penal

Os eleitores também escolheram no domingo entre o “sim” e o “não” a um projeto de lei sobre a redução da maioridade penal no país. Resultados parciais apontavam uma vitória apertada do “não”, mantendo a idade de 18 anos para a punibilidade, com 53,01% dos cerca de 2,3 milhões de votos.

O “sim” tinha 46,99% mas ganhava nos Estados de Rivera, Lavalleja, Artigas, Flores, Maldonado, Florida, Rocha, Tacuarembó e Trienta y Tres. Os votos de Montevidéu, Canelones e Salto ainda não haviam sido contabilizados mas, segundo o jornal “El País”, o “não” deveria vencer.

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