Nova York registra seu primeiro caso de ebola

| Eduardo Munoz Policiais em frente ao edifício onde Craig Spender mora | Eduardo Munoz/Reuters

O médico Craig Spender foi hospitalizado nesta quinta-feira em Nova York com o vírus Ebola, confirmou o prefeito da cidade, Bill de Blasio, em entrevista coletiva.

“Os exames realizados hoje confirmaram que o paciente aqui na cidade de Nova York teve um resultado positivo para Ebola”, disse De Blasio.

“Queremos deixar claro, desde o início, que não há razão para que os nova-iorquinos fiquem alarmados”, disse De Blasio, insistindo que a cidade de 8,4 milhões de habitantes está preparada para enfrentar o problema.

Craig Spencer, recém chegado da África, foi internado de urgência com febre alta e dores abdominais, e os exames revelaram a presença do Ebola.

O médico esteve na Guiné, um dos três países afetados pela epidemia de Ebola, junto à Serra Leoa e Libéria.

Spencer trabalhou para a Médicos sem Fronteiras na Guiné e tratou de pacientes com o vírus, destaca o New York Times.

O médico está internado no hospital Bellevue de Manhattan, preparado especialmente para tratar casos de Ebola em Nova York, a cidade mais povoada dos Estados Unidos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Ebola já matou 4.877 pessoas (das 9.936 contaminadas), principalmente na Libéria, Serra Leoa e Guiné, foco da atual epidemia, iniciada em dezembro de 2013.

Nova York está preparada para enfrentar primeiro caso de ebola, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu nesta sexta-feira (24) que Nova York se preparou “exaustivamente” para enfrentar o primeiro caso de ebola confirmado na cidade.

Obama conversou por telefone, nesta quinta-feira (23) à noite, com o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, e com o prefeito da cidade, Bill de Blasio, depois de ter sido revelado que o médico foi infectado com o vírus, informou a Casa Branca.

“Informaram a chegada de pessoal dos centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, a sigla em inglês) e o envio de uma equipe de resposta adicional na noite dessa quinta-feira”, diz comunicado.

O médico, de 33 anos, que trabalhou a serviço da organização não governamental Médicos sem Fronteiras na Guiné-Conacri, foi colocado em quarentena no hospital nova-iorquino de Bellevue.

Obama ofereceu a Cuomo e De Blasio ajuda federal adicional para tratar o doente e manter os procedimentos restritos para evitar o contágio dos profissionais de saúde envolvidos no tratamento.

O presidente norte-americano pediu também que seja mantido contato contínuo com a sua equipe de resposta federal ao ebola, liderada pelo coordenador Ron Klain e da qual participam a secretária para a Saúde, Sylvia Burwell, e o diretor do CDC, Tom Frieden.

O médico é o primeiro infectado com ebola em Nova York, cidade que se prepara há meses para uma situação como esta.

Antes deste caso, três norte-americanos foram repatriados da Libéria, após confirmação do contágio: um médico e uma enfermeira, que foram tratados em Atlanta e receberam alta no fim de agosto, além de um operador de câmera da NBC, que superou a doença esta semana depois de ter ficado internado no Centro Médico Nebraska.

Foram também diagnosticados três casos em Dallas (Texas), dos quais um doente morreu – um liberiano que tinha ido visitar parentes. Os outros dois casos de infectados foram os das enfermeiras que o assistiram no Hospital Presbiteriano do Texas. Uma delas superou a doença, enquanto a outra evolui positivamente no centro clínico dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) de Maryland.

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