Indústria buscará indenização por vacinas contra vírus do ebola

Por lyafichmann
Amber Vinson foi contaminada por liberiano | Tami Chappell/Reuters Amber Vinson foi contaminada por liberiano | Tami Chappell/Reuters

Fabricantes de remédios estão buscando algum tipo de indenização de governos ou agências multilaterais contra eventuais prejuízos ou processos que surjam a partir do amplo uso emergencial de novas vacinas contra o ebola na África.

Embora o problema não vá atrasar o trabalho atual da indústria de acelerar a produção e os testes clínicos de três vacinas experimentais, o assunto foi discutido nesta quinta-feira durante uma reunião em Genebra entre executivos, representantes de países, inclusive daqueles atingidos, agências reguladoras de medicamentos e financiadores.

Situação extraordinária

O presidente da GSK, Andrew Witty, disse que um sistema de indenizações faz sentido devido à situação extraordinária na qual as companhias estão agora sendo encorajadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) a acelerar o fornecimento de vacinas inovadoras em questão de meses em vez de anos.

Não há ainda uma vacina comprovada e as farmacêuticas foram relutantes no passado em investir na área, uma vez que vêm pouca oportunidade comercial. Prejuízos ou processos que surjam do uso de novas vacinas seriam um obstáculo adicional.

Enfermeira dos EUA está curada

A enfermeira norte-americana Amber Vinson, contaminada pelo vírus ebola ao tratar de um paciente liberiano que foi diagnosticado nos EUA, está curada. A informação foi divulgada nesta quinta pela família de Vinson.

Segundo a mãe de Amber, Debra Barry, a enfermeira e sua família estão “em êxtase por receber este último informe sobre sua condição (de saúde)”.

Ela disse ainda que será necessário fazer mais tratamento “para que Amber continue a ganhar força”. “Esses últimos desenvolvimentos realmente foram uma resposta às nossas preces e põem nossa família um passo mais próximo de reencontrá-la em casa”, prosseguiu, disse.

Ainda segundo a família, Vinson vai ser transferida para uma unidade diferente no mesmo hospital em que está sendo tratada, em Atlanta. Ela foi a segunda enfermeira contaminada depois de tratar, no Texas, o paciente liberiano, que acabou morrendo.

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