Morre o editor do "The Washington Post" que denunciou Watergate

| Larry Downing/Files/Reuters Ben Bradlee foi supervisor da cobertura feita pelo jornal do escândalo de Watergate | Larry Downing/Files/Reuters

O ex-editor executivo do Washington Post, Ben Bradlee, supervisor da cobertura feita pelo jornal do escândalo de Watergate – que resultou na renúncia do presidente dos Estados Unidos Richard Nixon -, morreu na terça-feira aos 93 anos.

A morte de Bradlee foi divulgada pelo Post, que relatou no mês passado que ele tinha começado a receber tratamento especializado, depois de sofrer do mal de Alzheimer havia vários anos.

Como editor executivo de 1968 até 1991, Bradlee tornou-se uma das figuras mais importantes em Washington, bem como parte da história do jornalismo, ao transformar o Post de um sisudo diário em uma das publicações mais dinâmicos e respeitados nos Estados Unidos.

O trabalho de Bradlee ao orientar os jovens repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein na investigação do arrombamento da sede do Partido Democrata, no complexo residencial e de escritórios de Watergate, os conduziu até Casa Branca, sob a presidência de Nixon, e tem sido celebrado nas escolas de jornalismo e em Hollywood.

O Post ganhou um Prêmio Pulitzer pela cobertura do escândalo Watergate, que levou Nixon a renunciar, sob a ameaça de impeachment em agosto de 1974.

 

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