Leung dá sinal de concessão em processo eleitoral em Hong Kong

Por Tercio Braga
Proposta de líder pró-Pequim será discutida no fim do ano | T. Siu/Reuters Proposta de líder pró-Pequim será
discutida no fim do ano | T. Siu/Reuters

A comissão escolhida para selecionar candidatos para a eleição de Hong Kong em 2017 pode se tornar “mais democrática”, disse ontem o líder pró-Pequim da ex-colônia britânica, Leung Chun-ying. A declaração é a primeira indicação de uma possível concessão aos manifestantes pró-democracia que têm bloqueado as ruas da cidade há semanas.

“Há espaço para discussão aqui”, disse Leung a jornalistas poucas horas antes do início das conversas formais entre líderes estudantis do protesto e representantes municipais. “Há espaço para tornar o comitê de nomeação mais democrático”

‘Falsa democracia’

Em agosto, dirigentes do Partido Comunista chinês ofereceram ao povo de Hong Kong a chance de votar para seu próprio líder em 2017, mas disseram que apenas dois ou três candidatos poderão concorrer após obterem apoio de um comitê de nomeação composto por 1,2 mil pessoas – na maioria leais a Pequim.

Os manifestantes classificam isso de “falsa” democracia e dizem que não deixarão as ruas a menos que Pequim permita nomeações abertas.

A discussão da concessão de Leung pode começar apenas mais para o fim do ano, no entanto, quando o governo da cidade lançar uma nova rodada de consultas sobre métodos eleitorais, disse ele.

Após mais de três semanas de manifestações que travaram o trânsito e geraram duras críticas de Leung e de outros representantes do governo pró-Pequim, havia poucas expectativas de grandes avanços nas conversas. 


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo