Polícia mexicana intensifica buscas por estudantes desaparecidos

Buscas se estendem agora por lagos, lagoas, minas e cavernas das montanhas ao redor de Iguala, cidade onde os estudantes desapareceram / |  Jorge Dan Buscas se estendem agora por lagos, lagoas, minas e cavernas das montanhas ao redor de Iguala, cidade onde os estudantes desapareceram | Jorge Dan/Reuters

As autoridades mexicanas intensificaram esforços para encontrar os 43 estudantes desaparecidos há mais de três semanas. As buscas contarão com o reforço de cães farejadores, cavalos e mergulhadores.

Cerca de cinco veículos com 200 membros de uma divisão especial da polícia federal mexicana chegou a Xonacatla, próximo ao município de Iguala, onde os estudantes desapareceram no dia 26 de setembro.

“Estamos vasculhando todos os lugares possíveis”, disse Manelich Castilla, agente de polícia da divisão que comanda a operação.

As autoridades informaram que as buscas se estendem agora por lagos, lagoas, minas e cavernas das montanhas ao redor de Iguala. Mais de 1.200 integrantes das forças de segurança estão envolvidos nas buscas dos estudantes, em uma cidade de 140 mil habitantes.

O caso

Segundo as autoridades, no dia 26 de setembro as forças policiais de Iguala atiraram nos ônibus que levavam os estudantes e conduziram os jovens à polícia da cidade vizinha Cocula. Os oficiais de Cocula, então, teriam entregue os estudantes a traficantes de drogas.

Seis pessoas morreram e 25 ficaram feridas na noite do desaparecimento dos jovens.

Investigadores analisam o material encontrado em três valas comuns próximas a Iguala depois de declarar que os 28 corpos encontrados no local não são dos estudantes.

O presidente Enrique Pena Nieto tem sido pressionado dentro e fora do país para que o caso seja solucionado no violento estado de Guerrero. Centenas de estudantes saíram às ruas para protestar na Cidade do México.

Na última sexta-feira, autoridades mexicanas anunciaram a prisão do “maior chefe” da quadrilha de traficantes acusada de conluio com a polícia no desaparecimento dos estudantes.

Trinta e seis policiais foram já presos por envolvimento no caso.

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