Cúpula sobre ebola em Cuba tenta unificar estratégias de prevenção

Por fabiosaraiva
Tenda onde médicos de Cuba treinam para missão de tratamento contra o ebola é fotografada em Havana | Enrique De La Osa/Reuters Em Havana, tenda onde médicos de Cuba treinam para missão de tratamento contra o ebola | Enrique De La Osa/Reuters

Cuba e seus aliados latino-americanos e caribenhos mais próximos se reuniram em Havana nesta segunda-feira para delinear planos para proteger seus países do ebola e buscar maneiras de ajudar o oeste da África.

O pior surto de ebola já registrado matou mais de 4.500 pessoas desde março, a maioria na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

Nenhum caso ainda foi relatado na América Latina ou no Caribe, mas o vírus já chegou aos Estados Unidos e à Espanha.

A cúpula em Cuba, que almeja manter o ebola à distância, reúne autoridades de alto escalão da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba): Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Antígua e Barbuda, São Vicente e Grenadinas, Santa Lúcia e Dominica.

O encontro também pretende ajudar a conter a disseminação do ebola na África Ocidental. Cuba fez uma contribuição significativa enviando 165 médicos e enfermeiras para Serra Leoa, e outros 296 agentes de saúde devem partir para Libéria e Guiné nesta semana.

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Panamericana de Saúde (Opas) também participam da cúpula.

 

Morre terceiro funcionário da ONU com ebola
Um terceiro funcionário da ONU (Organização das Nações Unidas) morreu infectado com ebola, afirmou o porta-voz da organização, Stephane Dujarric, nesta segunda-feira.

O funcionário estava em Serra Leoa e morreu no sábado. A mulher da vítima está em tratamento.

Edmond Bangura-Sesay, que trabalhava como motorista para a ONU Mulher desde 2005, faleceu após ter feito um exame que deu positivo para ebola.

A primeira morte de um funcionário da ONU pelo ebola foi a de um liberiano, que aconteceu em setembro. O segundo caso ocorreu na semana passada, quando um cidadão sudanês, que trabalhou como funcionário sanitário na Libéria, morreu na Alemanha.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é a pior epidemia de ebola da História. O vírus já matou 4.555 de um total de 9.216 casos registrados em sete países, a maioria localizada no oeste da África.


Dezenas de pessoas sob suspeita de ebola nos EUA são liberadas de risco

Dezenas de pessoas ficaram aliviadas nos Estados Unidos nesta segunda-feira ao serem liberadas da suspeita de infecção por Ebola, mas 120 indivíduos continuavam em observação por sintomas do vírus, à medida que os EUA intensificaram suas ações de resposta à doença.

Quarenta e três pessoas que tiveram contato com o liberiano Thomas Eric Duncan, a primeira pessoa a ser diagnosticada com o vírus nos EUA, foram liberadas dos dois exames diários a que estavam submetidas após não apresentarem sintomas durante o período de 21 dias de incubação, informou o Departamento de Saúde do Texas.

Entre os liberados estão quatro pessoas que compartilharam um apartamento com Duncan e encontravam-se em quarentena.

O fim do monitoramento de alguns cidadãos pode aliviar a ansiedade causada pelo medo de disseminação da doença nos EUA, embora apenas três pessoas tenham sido diagnosticadas com Ebola no país, onde alguns parlamentares chegaram a pedir por uma proibição de viagem a países da África Ocidental.

“Sem dúvida, o dia de hoje é um marco”, disse o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, em uma entrevista coletiva.

O pior surto de Ebola já registrado matou mais de 4.500 pessoas até o momento, a maior parte em Libéria, Serra Leoa e Guiné.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Nigéria livre do Ebola nesta segunda-feira, após 42 dias sem nenhum registro de novo caso, um exemplo de sucesso para os países africanos que combatem o vírus.

Mesmo que as autoridades de saúde tenham liberado alguns do que estavam sendo monitorados pelo Ebola, o governo dos EUA se preparou para corrigir erros que abalaram a confiança dos norte-americanos em relação ao sistema de saúde, após a morte de Duncan em 8 de outubro e a infecção de duas enfermeiras que cuidaram dele.

O homem recentemente nomeado pelo presidente Barack Obama para supervisionar a resposta ao vírus, o advogado Ron Klain, vai começar seu trabalho nesta semana para tenha amenizar a ansiedade relacionada ao vírus e articular a coordenação federal com os Estados para combater a doença.

O governo também deve emitir novas diretrizes mais rígidas em breve, ordenando aos funcionários de saúde norte-americanos que cubram completamente os cabelos e a pele ao lidar com pacientes com Ebola.

As diretrizes antigas, baseadas em protocolos da OMS, estipulavam o uso de máscaras, mas tolerava certa exposição da pele. O vírus se espalha através do contato direto com sangue e fluídos corporais das pessoas infectadas.

Além disso, os militares dos EUA planejam criar uma equipe de resposta emergencial formada por médicos especializados em doenças infecciosas, enfermeiras e instrutores para atender uma eventual crise de Ebola nos EUA. Tal equipe não seria enviada a outros países.

 

Risco zero

“Existe risco zero de que qualquer uma desses pessoas que foram retiradas da lista tenham Ebola. Elas estiveram em contato com a pessoa que teve Ebola e expirou o período de tempo para elas contraírem o Ebola”, disse o juiz do condado de Dallas, Clay Jenkins, em uma coletiva de imprensa.

Jenkins disse que mais um pessoa seria retirada da lista de monitoramento ainda nesta segunda-feira, e outras quatro nos dias seguintes.

A “data mágica” para a liberação de outras 27 pessoas que continuam na lista após terem tido contato direto com Duncan é 7 de novembro, disse Rawlings. “Respiramos um pouco aliviados, mas permanecemos apreensivos até 7 de novembro.”

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