Boko Haram rompe trégua e dificulta liberação de reféns na Nigéria

Por Tercio Braga

Grupo extremista Boko Haram desrespeita trégua e governo da Nigéria não acredita na promessa de libertação das estudantes sequestradas. Uma série de ataques e atentados foi registrada em diferentes cidades nigerianas, neste fim de semana.

Embora o Boko Haram não tenha assumido a autoria dos crimes, as autoridades acusam a milícia islâmica de quebrar a trégua assinada semana passada. O acordo previa um período de não agressão. O grupo ainda havia se comprometido a libertar cerca de 200 jovens, que continuam em poder dos extremistas. Neste domingo, o governo divulgou uma nota questionando o compromisso do Boko Haram com a paz.

As autoridades dizem duvidar que o grupo cumpra a promessa de libertar as jovens capturadas de uma escola, em abril. Na ocasião, a milícia invadiu uma comunidade no norte do país, e sequestrou 276 meninas. Nas semanas seguintes, parte das reféns conseguiu fugir. A polícia acredita que cerca de 200 delas continuem em poder dos terroristas. Dias após o sequestro, o Boko Haram postou uma mensagem na internet dizendo que venderia as meninas aos integrantes do grupo.

O caso gerou comoção mundial. O Boko Haram é um grupo radical muçulmano criado em 2002. Desde então, a milícia tenta impor a “sharia”: uma linha mais rígida das leis islâmicas. Entre as regras da doutrina está a proibição dos costumes ocidentais e a não educação das mulheres.

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