Grã-Bretanha examina em aeroporto passageiros de países com surto de ebola

Por fabiosaraiva

A Grã-Bretanha começou a verificar nesta terça-feira os passageiros que chegam ao aeroporto mais movimentado de Londres vindos do oeste da África, em busca de sinais do vírus mortal do ebola.

O ministro da Saúde, Jeremy Hunt, declarou na segunda-feira que a Grã-Bretanha pode contar com “um punhado” de casos do Ebola nos próximos três meses, em parte devido ao fato de ser um popular destino de viagens.

O surto de ebola, o pior já registrado, já matou mais de quatro mil pessoas, a maioria na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné.

O procedimento de vistoria no aeroporto de Heathrow será aplicado a passageiros que viajaram à área afetada, os quais preencherão questionários para que se descubra qualquer possível exposição ao vírus e também terão a temperatura medida se necessário.

Embora não haja voos diretos da região em questão para a Grã-Bretanha, muitos passageiros vão a Londres em voos indiretos oriundos de outros terminais. Hunt disse que a verificação deve cobrir 89 por cento das pessoas que chegam vindas das áreas infectadas.

Até o final da semana o programa será levado ao aeroporto de Gatwick, também em Londres, e à linha de trem Eurostar, que conecta o país com outros países europeus.

Qualquer pessoa que tiver sido exposta à doença ou exibir sintomas passará por uma avaliação clínica e pode ser encaminhada a um hospital, informou o governo, mas autoridades de saúde questionam a vistoria, já que o período de incubação do vírus é de 21 dias, durante os quais o paciente pode não ter sintomas.

 

Enfermeira da Espanha com ebola tem leve melhora, dizem médicos
A enfermeira espanhola que contraiu ebola, a primeira pessoa contaminada pelo vírus fora da África Ocidental, está levemente melhor, disseram médicos nesta terça-feira, e esse permanece sendo o único caso conhecido da doença no país.

A infecção de Teresa Romero pelo vírus na Espanha provocou muitos questionamentos sobre a forma como o contágio aconteceu em uma unidade hospitalar de alta segurança enquanto a enfermeira, de 44 anos, estava cuidando de padres com Ebola que contraíram a doença na África e foram repatriados para a Espanha.

Sindicatos de trabalhadores da área de saúde criticaram a resposta do governo à infecção, e acusam as autoridades de terem tentado colocar a culpa pelo incidente na enfermeira.

A médica Mar Lago, da equipe responsável pelo tratamento de Romero no hospital de Madri onde também estão internadas outras 15 pessoas sob observação para sintomas de Ebola, disse que “cada dia que passa” está a favor.

“O único caso que temos na Espanha é Teresa. Ela é a única que pode infectar e isso não é possível porque ela está isolada”, disse ela, acrescentando que o estado de saúde de Teresa permanece grave.

O número de casos de ebola na África Ocidental vai passar de 9.000 esta semana e a epidemia ainda está se espalhando por Guiné, Serra Leoa e Libéria, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesta terça-feira, um grupo de enfermeiras protestou em frente ao hospital Carlos 3º com cartazes dizendo “Todos Somos Teresa”, pedindo por melhores sistemas nos hospitais para prevenir a infecção.

 

Médico militar em Serra Leoa tem teste positivo para ebola
Um médico militar que estava em um centro de treinamento para soldados de força de paz em Freetown, na capital de Serra Leoa, teve resultado positivo para teste do vírus ebola, disse nesta terça-feira o porta-voz das Forças Armadas para a África Ocidental.

O coronel Michael Samoura havia dito antes à Reuters que um membro do batalhão da União Africana que seria enviado como soldado de paz à Somália estava infectado pelo ebola.

Entretanto, ele afirmou mais tarde que o militar infectado não fazia parte da força de soldados e que o batalhão não ficará em quarentena.

Mais de 4.000 pessoas morreram na pior epidemia de ebola já registrada até hoje, a maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Casos da doença também foram registrados na Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos, mas nesses países não há um surto da doença.

 

Ministra da Libéria está em quarentena após motorista morrer de ebola
A ministra dos Transportes da Libéria, Angeline Cassell-Bush, colocou-se em quarentena voluntária após seu motorista morrer de ebola no fim de semana, disse o ministério em comunicado nesta terça-feira.

A ministra é a segunda autoridade do governo da Libéria a se colocar em quarentena voluntária, depois que a diretora médica tomou a mesma medida em setembro, quando sua assistente morreu por causa do vírus.

O surto do ebola já matou 4.447 pessoas, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa, desde que foi relatado pela primeira vez, em março.

A nota do ministério informou que o motorista que morreu não teve nenhum contato com a ministra, mas ela decidiu entrar em quarentena como medida complementar para combater a doença.

 

OMS pode declarar fim do surto de ebola para Nigéria e Senegal em poucos dias
Nigéria e Senegal podem ser declarados livres de ebola dentro de poucos dias depois de completarem um período de 42 dias sem novos casos, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.

“Se a vigilância ativa de novos casos que está atualmente em vigor continuar, e novos casos não forem detectados, a OMS vai declarar o fim do surto da doença do ebola no Senegal na sexta-feira, 17 de outubro”, disse a OMS em um comunicado.

Para a Nigéria, a data é a próxima segunda-feira, 20 de outubro.

Senegal teve um paciente confirmado com ebola, mas ele se recuperou e não parece ter infectado mais ninguém.

Na Nigéria, um viajante da Libéria provocou um surto em que oito pessoas morreram, a maioria trabalhadores de saúde, antes que a doença pudesse ser contida.

Mas nos três países mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné, “novos casos continuam a explodir em áreas que pareciam que estavam sob controle”, disse a OMS.

A OMS afirma que a espera de 42 dias a partir do momento em que a última pessoa com alto risco testa negativo para o vírus dá confiança suficiente para declarar o fim de uma epidemia.

O período de 42 dias é o dobro do período máximo de incubação geralmente aceito do vírus. No entanto, alguns períodos de incubação são mais longos – a OMS diz que em 95 por cento dos casos o período de incubação foi de um a 21 dias. Em 98 por cento não foram mais longos do que 42 dias.

 

Laboratório chinês busca aprovação rápida para medicamento contra ebola
Uma empresa farmacêutica chinesa com laços militares está buscando acelerar a aprovação para um medicamento que, segundo o laboratório, pode curar o ebola, em um passo da China para se unir aos esforços contra o surto de uma doença que se espalhou a partir da África e chegou aos EUA e à Europa.

A Sihuan Pharmaceutical assinou um acordo com a Academia Militar de Ciências Médicas (AMCM) chinesa na semana passada para ajudar a buscar a aprovação para a droga, chamada JK-05, através do processo necessário na China, e ajudar a levá-la ao mercado.

O medicamento, desenvolvido pela academia, é atualmente aprovado apenas para uso de emergência militar.

“Acreditamos que podemos dar entrada na Administração Chinesa de Alimentos e Drogas antes do fim do ano”, disse o presidente do Conselho da Sihuan, Che Fengsheng, durante uma teleconferência com investidores na semana passada.

“Eles estão observando isso muito seriamente… e podemos entrar na faixa‘verde’”, acrescentou.

A droga da Sihuan é apenas uma entre os diversos tratamentos experimentais no mundo todo para o ebola. Caso seja bem-sucedida, seria um grande impulso para o setor farmacêutico chinês, ainda em desenvolvimento. Além disso, também ajudaria a fortalecer os laços com a África, um parceiro cada vez mais importante para a segunda maior economia do mundo.

O atual surto da doença, o pior já registrado, matou mais de 4.000 pessoas, a maioria no oeste africano.

Che disse que uma das forças da Sihuan é seu estreito laço com os militares. A empresa, que alega ser a terceira maior fabricante de drogas prescritas da China, era originalmente uma unidade científica militar, a qual foi separada em sua atual forma em 2001.

“Nós temos uma série de conexões com unidades militares de ciências médicas e desenvolvemos vários produtos em cooperação com a AMCM”, disse Che. A AMCM é uma unidade de pesquisa do Exército da Libertação Popular, que representa as Forças Armadas na China.

Che indicou que uma vacina chinesa contra o surto da Sars há uma década, também desenvolvido por militares, foi aprovada pelo regulador rapidamente após ter sido submetida, indicando que a JK-05 pode receber tratamento semelhante.

Representantes da Sihuan, empresa na qual o Morgan Stanley tem participação, não estavam disponíveis para mais comentários nesta terça-feira.

A tentativa da China para curar o Ebola ainda fica um pouco atrás do ZMapp e do TKM-Ebola, desenvolvidos nos EUA, mas a gerência da Sihuan disse que a droga foi comprovadamente eficaz durante os testes com ratos.

A droga, que tem sido estudada e desenvolvida há cinco anos, é semelhante ao medicamento japonês para gripe favipiravir, desenvolvido pela Fujifilm Holdings, o qual tem sido utilizado para tratar pacientes com ebola.

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