Enfermeira espanhola infectada pelo ebola piorou durante a noite

Por Nadia
Equipes médicas fotografadas pela janela do quarto em que a enfermeira está isolada | Paul Hanna/Reuters Equipes médicas fotografadas pela janela do quarto em que a enfermeira está isolada | Paul Hanna/Reuters

O estado de saúde da auxiliar de enfermagem espanhola infectada com o vírus ebola agravou-se depois de ter passado uma noite “mais complicada”, disseram fontes do hospital onde ela está internada.

Especialistas lembram que Teresa Romero Ramos está entrando hoje nas 48 horas decisivas, quando se completam 14 dias desde que surgiram os primeiros sintomas. Se ela conseguir sobreviver a esse período, será um passo importante para combater o vírus.

Nesse domingo, o Ministério da Saúde espanhol informou que Teresa Romero estava em situação grave, embora com indícios que podiam justificar “alguma esperança”.

Em entrevista convocada com urgência, o diretor do Centro de Alertas e Emergências do Ministério da Saúde, Fernando Simón, informou sobre a evolução do caso. “Parece que a carga viral está controlada e caindo”, explicou Simón, alertando, no entanto, que “é preciso ser prudente com uma pessoa com ebola, que está sempre em situação crítica, já que outros órgãos podem ser afetados”.

Nos últimos dias, Teresa Romero vem registrando a progressão normal de um doente com ebola, com o vírus afetando os principais órgãos, especialmente os rins, o fígado e os pulmões, o maior problema no caso da paciente.

Além de Teresa Romero, de 44 anos, estão hospitalizadas mais 15 pessoas no mesmo hospital de Madri, incluindo o marido da auxiliar de enfermagem, por terem mantido contato direto com ela quando já podia transmitir o ebola. As pessoas em observação não registram sintomas até então.

A situação da enfermeira e da crise do ebola na Espanha vai ser analisada em reunião hoje do Comitê de Crise, criado pelo governo para acompanhar a situação no país.

O número de mortos em consequência da epidemia, surgida na África Ocidental no fim do ano passado, ultrapassou 4 mil, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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