Estados Unidos confirmam primeiro caso de ebola contraído no país

Por Carolina Santos
Carros de emergência estão no apartamento do paciente em Dallas | Lisa Maria Garza/Reuters Carros de emergência estão no apartamento da paciente em Dallas | Lisa Maria Garza/Reuters

Uma profissional de saúde do Texas contraiu ebola depois de prestar assistência a Thomas Eric Duncan, um liberiano que morreu da doença em um hospital em Dallas na semana passada, elevando preocupações  sobre a violação de procedimentos médicos nos EUA destinados a impedir a propagação da doença. A funcionária infectada, cuja identidade não foi revelada, se tornou a primeira pessoa a contrair a doença no país.

Autoridades de saúde disseram que a funcionária estava usando equipamento de proteção ao tratar de Duncan.

“Não sabemos o que ocorreu no cuidado do paciente original em Dallas, mas em algum momento houve uma quebra no protocolo, e essa violação de protocolo resultou nessa infecção”, disse o diretor dos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Thomas Frieden.

 

Brecha

Segundo ele, em algum momento durante o atendimento de Duncan houve uma brecha no protocolo, o que resultou na infecção. “Estamos avaliando outras exposições potenciais de trabalhadores de saúde, porque se essa pessoa foi exposta, é possível que outros indivíduos tenham sido expostos”.

Segundo Frieden, todos que ajudaram a cuidar do paciente foram potencialmente expostos ao vírus.

Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, quer que as autoridades tomem “medidas adicionais” para garantir que o sistema médico do país está preparado para lidar com o ebola, disse ontem a Casa Branca em nota.

Obama foi informado ontem sobre o diagnóstico do segundo caso de ebola no Texas e discutiu a situação com a secretária de saúde dos EUA, Sylvia Burwell, pelo telefone.

O presidente disse que as autoridades federais devem “tomar medidas adicionais imediatas para garantir que hospitais e profissionais de saúde em todo o país estão preparados para seguir os protocolos caso se defrontem com um paciente com ebola”.

Espanha fala em ‘sinais de esperança’ para paciente

Autoridades de saúde espanholas disseram ontem que havia “sinais de esperança” para a enfermeira infectada com ebola em Madri, já que os níveis do vírus em seu corpo diminuíram, apesar de terem dito que ela permanecia em estado grave.

A enfermeira Teresa Romero, de 44 anos, tornou-se a primeira pessoa conhecida a se infectar com ebola fora da África durante o surto atual, o pior já registrado na história, que matou mais de 3,4 mil pessoas no oeste do continente.

“A paciente parece estar em uma condição estável. Há alguns sinais de que poderia dar-nos motivos para alguma esperança”, disse Fernando Simon, um alto funcionário no Ministério da Saúde da Espanha, em entrevista coletiva.

“Há grandes esperanças de que a infecção está começando a ficar sob controle”. Segundo ele, contudo, a paciente não estava fora de perigo. “Temos de ser muito cautelosos”, disse.

Santiago e Boston

Ontem novas suspeitas de contaminação por ebola foram registradas no Chile e nos EUA. No país sul-americano, um cidadão chileno que voltou da Guiné Equatorial, país fora do foco do surto, foi internado em um hospital da capital, Santiago, após apresentar sintomas de ebola. O país declarou um alerta sanitário em função da suspeita.

Nos EUA, um hospital de Boston, cidade com grande concentração de brasileiros, disse que um paciente com sintomas de ebola que voltou recentemente da Libéria, país no foco da epidemia, foi transferido de Massachusetts para a instituição. (Leia à página 3 sobre o caso suspeito de ebola no Brasil).

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