Epidemia de ebola pode ser comparada à da Aids, afirma especialista

Por lyafichmann
| Christopher Black/WHO/Handout via Reuters O surto deste ano já contabiliza 4 mil mortos na África Ocidental | Christopher Black/WHO/Handout via Reuters

A epidemia de ebola que atinge a África Ocidental não tem precedentes desde a de Aids, registrada no início dos anos 80, afirmou nesta quinta-feira o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC, sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O doutor Tom Frieden afirmou durante uma mesa redonda em Washington organizada pelo Banco Mundial: “Este será um longo combate… Nos trinta anos em que trabalho na saúde pública, a única coisa comparável [com a epidemia de Ebola] foi a da Aids”.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença já deixou quase 4.000 mortos na África Ocidental. A OMS agora está em alerta para a possibilidade de casos de ebola fora do continente africano.

De acordo com a diretora europeia da OMS, Zsuzsanna Jakab, o risco de novos contágios é praticamente inevitável no futuro. Ela atribui a possibilidade às viagens europeias para os países afetados e vice-versa.

A diretora da OMS destaca ainda que a enfermeira Teresa Romero, primeiro caso de ebola fora do continente africano, foi infectada mesmo usando roupa protetora. Ela havia ajudado a tratar dois padres que foram contaminados na Libéria e repatriados à Espanha. A enfermeira está isolada em um hospital de Madri.

Agora, cerca de 30 outros agentes de saúde e aqueles que tiveram contato com a mulher são monitorados para verificar o surgimento de sintomas.

Na terça-feira, a União Europeia pediu explicações ao governo da Espanha sobre as falhas do sistema de saúde que provocaram o contágio da enfermeira.

Em balanço recente, a agência sanitária da ONU informou que mais de 6 mil pessoas foram infectadas com a febre hemorrágica em cinco países do oeste da África.


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