Espanha registra primeiro caso de contágio do ebola fora da África

Por lyafichmann

Autoridades do setor de saúde na Espanha disseram nesta segunda-feira que uma enfermeira espanhola que cuidou de um padre infectado com ebola e repatriado para Madri no mês passado também foi infectada pelo vírus. O padre morreu em função da doença. A enfermeira é a primeira a contrair a doença fora da África Ocidental, foco do surto, que matou mais de 3,4 mil pessoas desde março. Os casos anteriores foram trazidos do continente.

A enfermeira tratou o padre Manuel Garcia Viejo no hospital Carlos III depois que o religioso foi repatriado de Serra Leoa.

Leia também:
• Cientistas veem alto risco de que ebola chegue à França e Reino Unido em outubro

A ministra espanhola da Saúde, Ana Mato, disse que um protocolo de emergência foi colocado em prática e que autoridades estavam trabalhando para determinar a fonte do contágio. De acordo com funcionários do setor hospitalar, pessoas que tiveram contato com a enfermeira estavam sendo monitoradas. Eles disseram, entretanto, não saber de quaisquer outros casos no momento. A enfermeira começou a sentir-se mal em 30 de setembro, afirmaram.

Medidas adicionais

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que sua administração estava trabalhando em medidas adicionais para verificar passageiros de aviões e identificar pessoas infectadas com o ebola.

Segundo Obama, existe a preocupação de que profissionais da saúde saibam como reagir diante de casos da doença. O presidente dos EUA disse ainda que planeja ampliar a pressão sobre “países grandes” para que contribuam com os esforços para combater o ebola.

Na semana passada a ajuda oferecida pelo Brasil, de cerca de R$ 420 mil, foi alvo de críticas de profissionais que trabalham na África Ocidental. Obama não nomeou diretamente nenhum país.

Outro caso

Uma médica norueguesa da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF) foi contaminada com o vírus ebola em Serra Leoa, onde trabalhava em uma missão humanitária, e será repatriada a Oslo nesta segunda-feira, informaram a organização e autoridades norueguesas.

“Podemos confirmar, lamentavelmente, que um dos nossos funcionários noruegueses teve positivo o exame de ebola” no domingo, declarou, em Oslo, Anne Cecilie Kaltenborn, secretária-geral do braço norueguês da MSF.

“Trata-se de uma mulher de 30 anos, uma médica norueguesa da MSF”, acrescentou.

Pouco antes de a notícia ser divulgada, o governo norueguês tinha anunciado que iria praticamente dobrar a ajuda na luta contra o ebola, que será de 22,5 milhões de euros.


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo