Parlamento britânico aprova ataques aéreos contra Estado Islâmico no Iraque

Por Carolina Santos
Premiê britânico David Cameron em fala no Parlamento, em imagem congelada de vídeo | Parlamento britânico via Reuters TV/Reuters Premiê britânico David Cameron em fala no Parlamento, em imagem congelada de vídeo | Parlamento britânico via Reuters TV/Reuters

O Parlamento britânico aprovou nesta sexta-feira ataques contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque.

David Cameron, o primeiro-ministro britânico, afirmou na terça-feira que o Reino Unido não tinha outra opção, a não ser lutar contra os jihadistas do EI.

“É um combate do qual é impossível se abster. Esta gente quer nos matar”, declarou o primeiro-ministro à rede de televisão NBC news, acrescentando que os jihadistas planejariam cometer atentados na Europa e em outras partes do mundo.

Na terça-feira, os Estados Unidos e seus aliados árabes realizaram bombardeios aéreos contra posições do EI na Síria, abrindo uma nova frente de combate contra a organização jihadista.

Foi o primeiro ataque das forças estrangeiras na Síria desde o início da guerra civil, em 2011.

É difícil o Estado Islâmico sobreviver, diz professor da PUC

Protagonistas de execuções de jornalistas e responsáveis pela onda de violência no Iraque e na Síria, os jihadistas do Estado Islâmico (EI) têm causado preocupação para o Ocidente. Mas, segundo o professor de Relações Internacionais da PUC-SP Reginaldo Nasser, a atuação do grupo não deve avançar.

“Dada a correlação de forças, é difícil o grupo sobreviver, porque não possui nenhum aliado. Agora temos os Estados Unidos, a Rússia e até a França se manifestando contra o EI, além da presença dos exércitos do Iraque, Síria e Arábia Saudita”, explica Nasser.

Segundo o professor, pela atuação do grupo como insurgência, ataques aéreos, como anunciado pelos Estados Unidos, não bastarão para frear os jihadistas. “Eu diria que a situação é de estagnação. O EI não avança muito mais que isso e nem recua, e também não sumirá mesmo após guerras.”

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