Brasil diz ‘não’ à criação de fundo contra desmatamento mundial

Por fabiosaraiva
Dilma Rousseff discursou na cúpula da ONU | Mike Segar/Reuters Dilma Rousseff discursou na cúpula da ONU | Mike Segar/Reuters

A presidente Dilma Rousseff decidiu não aderir a um fundo de US$ 1,2 bilhão para países que consigam reduzir as taxas de desmatamento. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira em Nova York por países europeus durante a Cúpula do Clima convocada pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

O argumento da presidente, segundo apuração da “Folha de S.Paulo”, é o de que o Brasil discorda da política de desmatamento zero. Apesar de a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ter dito que o país não foi consultado, organizadores do documento afirmam que uma versão preliminar foi apresentada ao governo em julho, no início de sua preparação.

Criticada no último domingo pela candidata do PSB à presidência, Marina Silva, segundo quem Dilma tem “agenda zero” de desmatamento, a petista atacou a oponente após seu discurso na Cúpula, dizendo que fez mais que Marina para proteger a Amazônia. Os números de Marina diante do Ministério do Meio Ambiente “não são excepcionais”, disparou.

 

Fundo global
Em outra iniciativa, o presidente francês, François Hollande, anunciou que o país vai contribuir com US$ 1 bilhão para um fundo global para ajudar países pobres a se adaptarem aos efeitos das mudanças climáticas. O presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, prometeu doar US$ 100 milhões.

Ban disse esperar que os líderes de mais de 120 países fizessem “ofertas ousadas” sobre a mudança climática na cúpula em Nova York, mas poucos países desenvolvidos falaram em  recursos.

A chanceler alemã, Angela Merkel, já havia prometido, em julho, contribuir com US$ 1 bilhão ao longo de quatro anos para o chamado Fundo Verde para o Clima.

Os países em desenvolvimento pediram um total de US$ 15 bilhões em 2014. Antes dos anúncios da Alemanha, da França e da Coreia do Sul, promessas de 12 países haviam somado apenas US$ 55 mil, disse o Banco Mundial.

Mensageiro da ONU para a Paz, o ator Leonardo DiCaprio, disse que os países podem “fazer história ou ser difamados por ela”.

 

Obama pede acordo que não divida ricos e pobres
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta terça-feira que um novo acordo global sobre mudanças climáticas precisa incluir fortes compromissos das economias emergentes e superar a divisão entre países ricos e pobres que conteve o progresso em negociações na ONU.

“Dessa vez precisamos de um acordo que reflita as realidades econômicas nas próximas décadas”, disse Obama, na Cúpula. “E deve ser (um acordo) ambicioso, pois é o que a escala desse desafio exige”.

 

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