Pilotos da Air France rejeitam propostas para fim de greve

Por Nadia
Passageiros são informados do cancelamento dos voos por mensagem de texto  | Jean-Paul Pelissier/Reuters Apenas 40% dos voos previstos serão mantidos | Jean-Paul Pelissier/Reuters

O principal sindicato de pilotos da Air France, o SNPL, rejeitou nesta segunda-feira a proposta da direção da empresa de suspender temporariamente o projeto de desenvolvimento de uma filial de baixo custo, a Transavia, em meio a uma greve de oito dias.

Depois de denunciar a “última provocação” do presidente do grupo AF-KLM, Alexandre de Juniac, o sindicato afirma em um comunicado que o anúncio feito na manhã desta segunda-feira é apenas uma “cortina de fumaça que não oferece mais garantias que os anúncios anteriores e que não soluciona nenhum problema”.

A greve da Air France entra na segunda semana e não há solução à vista para o conflito, que opõe os pilotos à direção. Os grevistas decidiram estender a paralisação até esta sexta-feira (26).

Nesta segunda-feira, apenas 40% dos voos previstos serão mantidos, o que afeta fortemente a rota entre Brasil e França.

A Air France recomenda que os passageiros verifiquem em seu site as informações antes do embarque, porque a escala de voos está sujeita a alteração.

Histórico

A greve, que começou no 15 de setembro, tem um nível de participação histórico (73,71%), de acordo com o presidente do sindicato, Jean-Louis Barber, que não descartou que o movimento possa ser ampliado por ainda mais tempo se a direção continuar se recusando a negociar.

Os pilotos estão em greve contra os planos do grupo Air France-KLM de expandir a filial Transavia para competir com outras companhias low-cost, como a irlandesa Ryanair e a britânica Easyjet.

Os sindicatos temem que a empresa queira reduzir custos recorrendo mais à Transavia, onde os pilotos recebem salários mais baixos, em detrimento das operações da Air France.

Os pilotos temem também que este plano de desenvolvimento da Transavia seja acompanhado por cortes de postos de trabalho à medida que a companhia aumentar sus bases fora da França e contratar pilotos em outros países.

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