Metade dos uruguaios aprova gestão de Mujica

Mujica ficou indignado com a punição de Suárez | Andrew Harrer-Pool/Getty Images Mujica foi o maior defensor da legalização da maconha no Uruguai | Andrew Harrer-Pool/Getty Images

Uma pesquisa mostrou que 49% dos uruguaios aprovam a administração do presidente José Mujica, contra 26% que desaprovam a sua gestão, a 39 dias da eleição presidencial no Uruguai, onde a reeleição não é permitida.

“O presidente segue mantendo um nível de apoio importante”, disse o diretor do Equipos Consultores, Ignacio Zuasnábar, ao jornal Subrayado sobre a pesquisa realizada entre agosto e setembro com 909 pessoas com idades acima de 18 anos em todo o país.

Dos consultados pelo instituto, 24% não aprovam nem desaprovam a gestão do presidente, enquanto 1% não opinou. Em agosto, a aprovação era de 52%, mas a desaprovação chegava a 28%.

Tabaré Vázquez, que em 2005 foi o primeiro presidente de esquerda da história do Uruguai, disputará a eleição presidencial como o candidato governista à sucessão de Mujica.

Na fase final da campanha eleitoral, Vázquez aparece como favorito nas pesquisas seguido do candidato do Partido Nacional, Luis Lacalle Pou, filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle (1990-1995).

Apesar do bom nível de popularidade do governo, a grande medida de José Mujica – a polêmica legalização da maconha no Uruguai – foi apontada como um dos aspectos negativos do governo, junto com a insegurança.

Mujica foi o maior defensor da lei que em dezembro regulou o mercado da maconha, colocando o Uruguai no centro das atenções mundiais por ter sido o primeiro país a regular a produção e a comercialização da droga.

Os consultados destacaram como elementos positivos do governo de Mujica temas ligados “à sua ênfase em políticas sociais (…), ao seu apoio às classes mais desfavorecidas e ao crescimento econômico”, disse Zuasnábar.

Em 2013, o Uruguai registrou seu décimo primeiro ano consecutivo de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) teve uma expansão de 3,7% no segundo trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, superando Brasil e Argentina, seus vizinhos e sócios comerciais.

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