Reino Unido descarta ataque aéreo contra Estado Islâmico

Por lyafichmann
David Haines momentos antes do assassinato | Reprodução/YouTube David Haines momentos antes do assassinato | Reprodução/YouTube

O Reino Unido informou que irá resistir, por enquanto, à pressão para se juntar aos Estados Unidos em anunciados ataques aéreos contra o Estado Islâmico (EI), depois que o grupo militante divulgou vídeo em que mostra o refém britânico David Haines sendo decapitado. Falando depois de presidir uma reunião do comitê de resposta a emergências do governo em Londres, o primeiro-ministro David Cameron disse que seu governo luta em várias frentes, mas, por enquanto, não lançaria ataques aéreos.

“Este é um assassinato desprezível e chocante de um trabalhador humanitário inocente. É um ato de pura maldade. Meu coração está com a família de David Haines que demonstrou coragem e força extraordinária durante esse sofrimento”, disse ele em um comunicado pela TV. “Estamos prontos para tomar as medidas necessárias para lidar com esta ameaça e manter nosso país seguro.”

Reunião

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, deve discutir a decapitação do britânico, que atuava em ajuda humanitária, com o secretário de Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, em uma reunião nesta segunda-feira em Paris.

“Tenho certeza de que vai ser um tópico de discussão”, disse um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA em Paris, em condição de anonimato, referindo-se ao assassinato.

A divulgação da filmagem do assassinato de David Haines por militantes do Estado Islâmico que lutam no Iraque e na Síria significa que Cameron está sob pressão para adotar uma postura mais dura com o EI.

Ele disse que não descarta nenhuma opção para combater o EI, com a exceção de combates no solo, mas está recebendo pedidos cada vez maiores de alguns de seus próprios legisladores conservadores e de ex-chefes militares para se unir aos Estados Unidos no lançamento de ataques aéreos.

A última tentativa de Cameron de obter apoio do parlamento britânico a ataques aéreos contra a Síria no ano passado terminou em fracasso quando os legisladores votaram contra tal medida.

Cameron, que voltou a Londres antes do previsto na noite de sábado para presidir a reunião de emergência, chamou o assassinato de Haines, um funcionário humanitário escocês de 44 anos, de um ato de pura maldade e prometeu levar seus assassinos à Justiça.

Mensagem

O vídeo, com a duração de dois minutos e 27 segundos, intitulado “Uma Mensagem aos Aliados da América”, mostra um militante do Estado Islâmico, de rosto tapado, decapitando David Haines, que trabalhava em uma instituição humanitária na região.

“Vocês entraram voluntariamente em uma coligação com os Estados Unidos contra o Estado Islâmico, como o vosso predecessor, Tony Blair, fez, na tendência seguida pelos primeiros-ministros britânicos de nunca encontrarem coragem para dizer não aos norte-americanos”, diz a mensagem.

A voz parece ser a mesma do homem que fala nos vídeos das execuções dos dois jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Stloff, indicaram os especialistas.

Londres anunciou esta semana ajuda em material de guerra às forças curdas no Iraque para lutar contra os jihadistas, tendo também enviado ajuda humanitária ao Iraque.

 

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