Após nova decapitação, EUA querem neutralizar ação do Estado Islâmico

Por Tercio Braga
David Haines momentos antes do assassinato | Reprodução/YouTube David Haines momentos antes do assassinato | Reprodução/YouTube

A campanha contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) terminará quando este grupo já não representar uma ameaça aos Estados Unidos e aos seus aliados no Oriente Médio, declarou neste domingo, dia 14, um assessor do presidente Barack Obama.

O conselheiro para a segurança nacional, Denis McDonough, afirmou que o objetivo da estratégia delineada por Obama é fazer com que o EI “não atraia novos seguidores e não ameace os muçulmanos na Síria, Irã, Iraque e em outros lugares. Isto é exatamente o que significaria uma vitória”.

“Obviamente, é uma tarefa complexa”, admitiu McDonough. “Essa é a razão pela qual o presidente tem agido com cautela e prudência”, disse ele em uma entrevista transmitida no programa Meet the Press da NBC.

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O plano de Obama apresentado em 10 de setembro, que inclui uma intensificação dos ataques aéreos contra o EI, recebeu uma resposta cética, e seus críticos apontaram que mesmo a Al-Qaeda não foi destruída após uma guerra liderada pelos Estados Unidos durante 13 anos.

As pesquisas mostram que a opinião pública americana apoia claramente uma intervenção em terra, após a exibição pelo EI de um vídeo da execução do jornalista James Foley, mas se mostra cética quanto à eficácia da estratégia presidencial.

Os Estados Unidos lideram a formação de uma ampla coalizão para enfrentar o avanço do EI.

“É por isso que o secretário de Estado (John Kerry) continua percorrendo a região para atrair outros países neste esforço”, disse McDonough.

Viúva de britânico decapitado continua em silêncio

A mulher do agente humanitário britânico David Haines, decapitado pelo Estado Islâmico (EI), permanece em silêncio neste domingo, dia 14, sem sair da casa da família em Sisak, perto da capital croata, segundo uma jornalista da AFP.

Dragana Prodanovic “encontra-se no interior (da casa), mas não quer falar com ninguém”, declarou à AFP um policial em frente à residência em Sisak, 60 km a sudeste de Zagreb.

A casa tem um pequeno jardim com várias macieiras. Em uma delas há um balanço. A polícia e alguns jornalistas aguardam em frente ao local.

Haines chegou à Croácia em 2000 para trabalhar para a organização humanitária Arbeiter Samariter Bund (ASB) em Sisak, mas também nas cidades de Petrinja e Knin.

Em Sisak conheceu sua mulher. Eles se casaram em 2010 e viviam na casa da mãe de Dragana. Tiveram uma filha, agora com quatro anos.

Haines era “tão simpático”, declararam alguns vizinhos comovidos com a notícia de sua execução, divulgada no sábado em um vídeo do Estado Islâmico.

“Tinham uma vida como todas as famílias croatas normais e comuns”, afirmou um deles sem querer se identificar.

“Não falávamos muito, já que era inglês e eu não falo sua língua, mas sempre sorria”, segundo Ljubica, de 64 anos.

“Para onde o mundo vai? Isso é o que nos perguntamos depois de um acontecimento como esse”, lamentou outro vizinho, de 60 anos.

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