Ebola matou mais de 2,4 mil pessoas, diz OMS

Por Carolina Santos
Ebola já matou mais de 2,4 na África | James Giahyue/Reuters Ebola já matou mais de 2,4 na África | James Giahyue/Reuters

A epidemia de febre hemorrágica ebola na África Ocidental já matou mais de 2,4 mil pessoas em 4.784 casos, segundo um novo balanço anunciado nesta sexta-feira (12) pela diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan. “Em 12 de setembro, foram registrados 4.784 casos e mais de 2,4 mil mortos”, disse Margaret em uma coletiva de imprensa na sede da OMS, em Genebra.

O balanço anterior, divulgado na terça-feira (9) pela OMS, apontou 2,3 mil mortos em 4.293 casos na África Ocidental, sendo os países mais afetados a Guiné-Conacri, Libéria e a Serra Leoa. “Nos três países o número de casos aumenta mais que a capacidade para geri-los”, alertou Margaret, apelando para uma maior e mais significativa mobilização da comunidade internacional”.

Margaret Chan disse que são necessários entre 500 e 600 profissionais de saúde nos países afetados pela epidemia do vírus ebola. A diretora da OMS explicou também que os países precisam com urgência de pelo menos dez centros de tratamento, com capacidade para 70 a 80 camas cada um.

Cuba enviará ajuda

Cuba enviará 165 profissionais da área da saúde à África Ocidental para ajudar na luta contra a pior epidemia mundial de vírus ebola, disse nesta sexta-feira o ministro de Saúde Pública do país, Roberto Morales Ojeda.

Em uma entrevista à imprensa na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, Ojeda disse que os primeiros trabalhadores de seu país começarão a chegar a Serra Leoa no início de outubro.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, saudou o compromisso de Cuba, dizendo que vai fazer uma “diferença significativa” em Serra Leoa.

“Se vamos para a guerra contra o Ebola, precisamos de recursos para lutar”, disse ela. “Cuba é mundialmente famosa por sua capacidade de formação de médicos e enfermeiros, por sua generosidade excepcional em ajudar outros países no caminho para o progresso.”

O pessoal cubano incluirá médicos, enfermeiros, epidemiologistas, especialistas em controle de infecção em cuidados intensivos e profissionais de mobilização social.

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