"Jovem que levou Ebola para o Senegal está curado", diz diretor de Saúde

Por Nadia
Africanos sofrem com surto de Ebola | 2Tango/Reuters Africanos sofrem com surto de Ebola | 2Tango/Reuters

O jovem que levou para o Senegal o único caso confirmado de vírus do ebola está curado, anunciou nesta quara-feira (10) Pape Amadou Diack, diretor de Saúde do Ministério da Saúde senegalês. “Realizamos exames duas vezes. Ele [o doente] já não tem o vírus. Está curado”, disse.

O jovem, estudante na Guiné-Conacri –um dos três países onde o vírus está mais ativo, ao lado da Serra Leoa e da Libéria – foi tratado no Hospital Fann, em Dacar, capital do país.

Após vários falsos alarmes, o Senegal tornou-se, no fim de agosto, o quinto país a ser atingido pela epidemia da febre hemorrágica que está se espalhando na África Ocidental, com a descoberta do caso desse estudante guineense, que entrou no país antes do fechamento das fronteiras com a Guiné-Conacri, no dia 21 do mês passado.

O jovem escapou à vigilância das autoridades sanitárias da Guiné-Conacri, que alertaram o Senegal. O doente entrou em contato com 67 pessoas, monitoradas diariamente em Dacar, de acordo com o ministério. Dois casos suspeitos tiveram resultados negativos, informou a pasta.

O Senegal anunciou, na segunda-feira (8), a abertura de um corredor humanitário para permitir o acesso das organizações internacionais aos países atingidos pelo ebola.

O surto apareceu na Guiné-Conacri, no início do ano, antes de entrar na Serra Leoa, na Libéria e na Nigéria.

A epidemia, a mais grave desde a identificação dessa doença em 1976, já fez 2.296 mortos – dos quais mais de metade (1.224) só na Libéria – num total de 4.293 casos, de acordo com o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde.

Caso de ebola na Itália era alarme falso

Uma nigeriana de 42 anos, que retornou há poucos dias para a Itália, havia sido hospitalizada na terça-feira com sintomas similares aos do vírus ebola. Após uma série de exames, foi confirmado que ela sofre de malária, anunciou o governo da região de Marcas, centro do país.

Nenhum caso de ebola foi detectado até o momento na Itália, onde os voos diretos com os países mais afetados pela epidemia foram cancelados. Além disso, o governo reforçou os controles nas fronteiras, portos e aeroportos.

A epidemia, a mais grave desde a identificação do vírus em 1976, provocou 2.296 mortes em 4.293 casos, segundo o balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 6 de setembro.

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