EUA bombardeiam Estado Islâmico para proteger represa no Iraque

Por lyafichmann
Represa de Haditha tem sido palco de confrontos | Osama Al-dulaimi/Reuters Represa de Haditha tem sido palco de confrontos | Osama Al-dulaimi/Reuters

Aviões de guerra norte-americanos lançaram novos ataques neste domingo contra terroristas do EI (Estado Islâmico) que ameaçam a represa de Haditha, no Iraque. A informação foi divulgada por testemunhas e autoridades, ampliando o que o presidente dos EUA, Barack Obama, chamou de campanha para “degradar e destruir” o movimento  jihadista.

O líder de uma força paramilitar pró-governo iraquiano no oeste do país disse que os ataques aéreos dizimaram uma patrulha do EI que estava tentando atacar a represa, onde se localiza a segunda maior usina hidrelétrica do Iraque, que também fornece água a milhões de pessoas. Os ataques aéreos “foram muito precisos. Não houve danos colaterais. Se o EI conseguisse controlar a represa, muitas áreas do Iraque teriam sido seriamente ameaçadas, até mesmo (a capital) Bagdá”, disse Ahmed Abu Risha.

O ataque expulsou os militantes da represa, de acordo com uma autoridade do serviço de inteligência da polícia da região da província ocidental de Anbar, um reduto da insurgência islâmica.

Caças e aviões de bombardeio destruíram cinco jipes de combate do EI, um veículo blindado, um posto de controle e causaram danos a um bunker do grupo, segundo disseram, em nota, militares dos EUA.

Obama definiu o EI como uma séria ameaça para o Ocidente, assim como para o Oriente Médio, e disse que os principais aliados da Otan (Organização para o Tratado do Atlântico Norte) estão prontos para apoiar Washington em uma ação contra a bem armada força sectária que tomou parte do norte do Iraque e do leste da Síria e declarou um califado religioso sem fronteiras.

‘Plano de ação’

Obama disse que vai explicar aos norte-americanos e aos líderes do Congresso, esta semana, seu plano para “começar uma ofensiva” contra os militantes do EI. Segundo ele, o grupo pode eventualmente se tornar uma ameaça para o país. Obama fará um discurso na quarta-feira para “descrever como será o nosso plano de ação”.

Nesta terça-feira o presidente deve se reunir com líderes do Congresso em busca de apoio para deter o grupo terrorista islâmico. Obama, que fez campanha para tirar as tropas dos EUA do Iraque, tem lutado para esclarecer como quer lidar com o EI. No mês passado ele havia dito a jornalistas que ainda não havia uma estratégia para lidar com o grupo.

“Quero apenas que o povo americano entenda a natureza da ameaça, como vamos lidar com ela, e que acredite que vamos conseguir lidar com isso”, disse Obama em entrevista ao programa da rede de TV “NBC” “Meet the Press”, que foi ao ar ontem. A entrevista foi gravada em Washington no sábado.

O discurso prometido por Obama deve acontecer na véspera do 13º aniversário dos ataques de 11 de Setembro, quando a rede terrorista Al Qaeda lançou aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, matando quase três mil pessoas. “Quero que todos entendam que não temos nenhuma informação da inteligência sobre alguma ameaça imediata ao nosso país por parte do grupo”, disse Obama à “NBC”.

Ele reconheceu, entretanto, que a participação de estrangeiros no EI pode transformar o grupo em uma ameaça, uma vez que os combatentes de países ocidentais podem viajar aos EUA “sem problemas”. “Com o tempo, isso pode se tornar um perigo sério ao nosso país”, disse.

Árabes apoiam EUA contra radicais do EI

Ministros de Exteriores dos países da Liga Árabe, reunidos neste domingo no Cairo, teriam concordado com uma resolução de apoio à campanha aérea dos EUA contra o EI (Estado Islâmico). A Mena, agência oficial de notícias do Egito, citou uma fonte dizendo que o bloco concordaria em trabalhar com Washington.

Os chanceleres emitiram uma resolução em que se comprometem a tomar todas as medidas necessárias para combater o EI e a cooperar com esforços internacionais, regionais e nacionais para enfrentar os radicais.

O chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, disse que o avanço do grupo no Iraque desafia não apenas a autoridade mas a existência do país e de outras nações. Ele apelou por uma declaração decisiva para enfrentar o terrorismo militar, política, econômica e culturalmente.

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