Presos de Guantánamo irão para o Uruguai

Por Tercio Braga
Presos na base de Guantánamo, em Cuba | T. McCoy/U.S. Navy/Getty Images Presos na base de Guantánamo, em Cuba | T. McCoy/U.S. Navy/Getty Images

Os seis presos de Guantánamo que chegarão ao Uruguai nos próximos meses acertaram com o governo residir por ao menos dois anos no país e respeitar as normas e leis nacionais, afirmou nesta quinta-feira o semanário local Búsqueda.

O semanário alega que os prisioneiros assinaram um documento no qual se comprometem a cumprir determinadas cláusulas estabelecidas pelo Uruguai. “O acordo detalha que deverão residir por ao menos dois anos no Uruguai – embora possam viajar ao exterior – e respeitar e viver de acordo com as normas e leis nacionais”, acrescentou o Búsqueda, citando fontes do Poder Executivo.

A Cruz Vermelha, que esta será a encarregada de identificar e transferir as famílias dos prisioneiros ao Uruguai quando eles já estiverem instalados, também fez acordo com o governo.

Segundo o semanário, os detidos terão garantido o acesso à saúde e à educação, mas o Estado não os manterá economicamente, limitando-se a facilitar seu reassentamento no país.

Acrescentou que dois dos detidos já têm um trabalho garantido quando chegarem ao país, um na construção e outro no campo.

A transferência dos presos ao Uruguai foi anunciada em março pelo presidente José Mujica e confirmada em maio no âmbito de uma visita a Obama na Casa Branca.

Na última terça-feira, Mujica disse que o acordo para a chegada dos reclusos não está concluído, um dia após o New York Times indicar que em agosto os Estados Unidos estavam prontos para transferir os prisioneiros, mas quando tudo estava preparado para a transferência Mujica se preocupou de que seria politicamente arriscado seguir adiante devido às eleições iminentes em seu país.

Mujica enfatizou na terça-feira que os prisioneiros, chegando na qualidade de refugiados, viajarão quando ele determinar.

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