EUA confirmam que 2º vídeo de decapitação de jornalista é real

Por Nadia
Sotloff afirma que é vítima da decisão do presidente Barack Obama de realizar ataques aéreos contra jihadistas | Reprodução YouTube Sotloff afirma que é vítima da decisão do presidente Barack Obama de realizar ataques aéreos contra jihadistas | Reprodução YouTube

O vídeo da decapitação do jornalista americano Steven Sotloff, reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), é verdadeiro, informou a Casa Branca nesta quarta-feira.

“Os serviços de inteligência dos Estados Unidos analisaram a recente divulgação de um vídeo que mostra o cidadão americano Steven Sotloff e chegaram à conclusão de que é autêntico”, disse a porta-voz da Agência Nacional de Segurança, Caitlin Hayden.

Nas imagens divulgadas pelo EI, Sotloff fala com o olhar voltado para a câmera e afirma que é vítima da decisão do presidente Barack Obama de realizar ataques aéreos contra os jihadistas no Iraque.

O vídeo mostra um jihadista com o rosto encapuzado que corta o pescoço do jornalista. No mês passado, outro jornalista americano, James Foley, foi executado da mesma forma.

Obama diz que EUA não vão se intimidar por jihadistas

O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou nesta quarta-feira que os Estados Unidos “não se vão deixar intimidar” pela execução do jornalista Steven Sotloff, momentos depois de a Casa Branca ter confirmado a autenticidade do vídeo.

Em entrevista, Obama acrescentou que neutralizar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) “vai levar tempo”, mas que o objetivo é que o EI “deixe de ser uma ameaça” à região.

Antes, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden, tinha anunciado que “os serviços de informações norte-americanos analisaram o vídeo divulgado [na terça-feira], no qual se vê o cidadão norte-americano Steven Sotloff, e consideraram que ele é autêntico”.

Catorze dias após a decapitação do jornalista norte-americano James Foley, o EI executou Steven Sotloff, sequestrado em agosto do ano passado na Síria, de acordo com um vídeo divulgado pelo Grupo de Vigilância de Sites Fundamentalistas Islâmicos. As imagens suscitaram uma onda de indignação mundial.

Obama, que qualificou o EI “de câncer”, determinou o envio de 350 soldados para Bagdá, a fim de proteger funcionários e instalações diplomáticas. Esse contingente junta-se aos 470 soldados já destacados desde o início da ofensiva jihadista, em junho.

Desde 9 de junho, o EI conquistou áreas do território ao norte, a oeste e leste de Bagdá, perante a retirada das Forças Armadas iraquianas.

Fortalecido pelo êxito militar no Iraque e na Síria, o movimento proclamou a criação de um “califado” entre os dois países, nas zonas que controla e nas quais é acusado de perseguir as minorias, de realizar execuções sumárias e violações.

Jornalista tinha nacionalidade israelense

Steven Sotloff também tinha a nacionalidade israelense, indicaram nesta quarta-feira os meios de comunicação israelenses.

Citando amigos e colegas do jornalista executado, a rádio pública afirmou que Sotloff frequentou o Centro de Estudos Interdisciplinares de Herzliya, norte de Tel Aviv.

Sotloff era originário de uma família judia de Miami, acrescentou a rádio.

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