Rebeldes pró-Rússia atacam navio de guarda ucraniano

Por Nadia
Separatistas reforçam posição no leste da Ucrânia | Maxim Shemetov/Reuters Separatistas reforçam posição no leste da Ucrânia | Maxim Shemetov/Reuters

A Ucrânia informou que um navio de guarda da fronteira foi atacado pela artilharia rebelde pró-Rússia no leste do país. É o primeiro incidente ocorrido no mar desde o início do conflito.

“Um barco de patrulha de fronteira ucraniano no Mar Azov foi atacado a partir da costa hoje [domingo]”, disse o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko à “Reuters”. Uma operação de resgate foi enviada ao local. Não havia informações sobre o número de pessoas a bordo da embarcação.

Fotografias e vídeos postados na página de Igor Strelkov, um comandante militar separatista que deixou o cargo em meados de agosto, mostravam imagens do mar, feitas da costa, com uma densa fumaça negra visível no horizonte. “A milícia impôs ao inimigo sua primeira derrota naval”, disse em uma rede social.

Mais cedo, rebeldes haviam indicado que estavam se preparando para lançar uma grande ofensiva contra as forças do governo central de Kiev, dirigida especialmente ao porto estratégico de Mariupol, no Mar de Azov, abrindo uma nova frente dos combates. Até então, a região havia escapado do conflito entre Kiev e os separatistas.

Mariupol, localizada a cerca de 100 km ao sul de Donetsk, conecta pelo litoral a fronteira russa à península da Crimeia, anexada por Moscou em março.

O presidente russo, Vladimir Putin, pressionou ontem por negociações entre Kiev e separatistas, indicando que as conversações devem incluir questões como “organização política e soberania” para proteger moradores do leste ucraniano.

Ao ser perguntado mais tarde sobre as declarações de Putin, seu porta-voz, Dmitry Peskov, disse a jornalistas que o presidente não está pedindo que haja um país separado na região, acrescentando que ela deve continuar a fazer parte da Ucrânia, e chamou a crise de conflito doméstico.

A UE (União Europeia) deu a Moscou uma semana para reverter o curso na crise ucraniana ou enfrentar novas sanções. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse no sábado que o bloco estava trabalhando com urgência sobre novas medidas restritivas em resposta à suposta presença de militares russos na Ucrânia.

Os separatistas, que querem romper com a Ucrânia e se juntar à Rússia, têm lutado contra as forças do governo ucraniano desde abril, em um conflito que já matou cerca de 2.600 pessoas.   METRO

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