Separatistas na Ucrânia aceitam abrir "corredor humanitário" para tropas de Kiev

Por Nadia
Separatistas pró-Rússia caminham por um memorial de guerra em ruínas em Savur-Mohyla, um monte a leste da cidade de Donetsk, na Ucrânia | Maxim Shemetov/Reuters Separatistas pró-Rússia caminham por um memorial de guerra em ruínas, na cidade de Donetsk | Maxim Shemetov/Reuters

Rebeldes pró-Rússia combatendo na Ucrânia disseram nesta sexta-feira que vão atender a um pedido do Kremlin e abrir um “corredor humanitário” para permitir a retirada de tropas ucranianas que estão cercadas por eles.

Não ficou claro como o governo em Kiev iria reagir à oferta, sugerida pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas inicialmente os militares ucranianos deram uma resposta negativa. Num comunicado, os militares disseram que o pedido de Putin apenas demonstrava que “essas pessoas (os separatistas) são lideradas e controladas diretamente pelo Kremlin”.

O governo ucraniano tem acusado soldados russos de entrarem ilegalmente no leste ucraniano e, com o apoio dos Estados Unidos e de seus aliados europeus, vem dizendo que combaterá para defender seu território.

Putin diz que operações da Ucrânia no leste do país lembram cerco nazista

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a operação de Kiev no leste da Ucrânia, onde forças do governo enfrentam separatistas pró-Rússia ao redor das cidades de Donetsk e Luhansk, lembra o cerco feito a Leningrado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“Pequenas vilas e grandes cidades cercadas pelo Exército ucraniano, que atinge diretamente áreas residenciais com o objetivo de destruir a infraestrutura… Isso tristemente me lembra os eventos da Segunda Guerra Mundial, quando os alemães fascitas… no poder cercaram nossas cidades”, disse Putin em um encontro de jovens nos arredores de Moscou.

Putin afirmou ainda que russos e ucranianos “são praticamente um povo só”.

“Pessoas que têm sua própria visão da história e sobre a história de nosso país podem argumentar comigo, mas me parece que os povos russos e ucraniano são praticamente um povo só”, afirmou.

Ele disse ainda que a recusa do governo ucraniano em negociar com os separatistas é um problema.

“É necessário forçar as autoridades ucranianas a iniciar substancialmente essas conversações, não em questões técnicas,,, as conversações têm de ser substanciais”, declarou aos jovens.

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