Hollande diz que Assad não pode ser aliado contra o Estado Islâmico

Por Carolina Santos
Presidente francês, François Hollande, discursa em conferência anual de embaixadores no Palácio do Eliseu, em Paris | Christophe Ena/Pool/Reuters Presidente francês, François Hollande, discursa em conferência anual de embaixadores no Palácio do Eliseu, em Paris | Christophe Ena/Pool/Reuters

O presidente francês, François Hollande, disse nesta quinta-feira que as forças que combatem militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque devem ter mais apoio do Ocidente, mas acrescentou que o presidente sírio, Bashar al-Assad, não pode ser um aliado contra os jihadistas.

“Uma grande aliança é necessária, mas vamos ser claros. Assad não é um parceiro na luta contra o terrorismo”, disse Hollande em um discurso. Chamando Assad de um aliado dos jihadistas, ele completou: “Não há escolha a ser feita entre duas barbáries.”

Em um texto divulgado antes de um discurso para uma conferência anual de embaixadores franceses, Hollande também disse que “para combater o Estado Islâmico, a comunidade internacional deve também armar as forças que o estão combatendo.”

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Forças rebeldes sírias têm lutado contra Assad há mais de três anos com apoio político do Ocidente, em uma guerra que já custou 190 mil vidas.

No entanto, a chegada de grupos islâmicos extremistas para o front da guerra e seus avanços no vizinho Iraque têm marcado um dilema para a política externa ocidental.

A França, na semana passada, disse ter fornecido armas para a oposição síria “moderada”, mas diplomatas disseram que há diferenças de opiniões entre Paris e Washington sobre se deve ser concedido mais apoio no futuro, à medida que os esforços de combate ao Estado Islâmico na Síria crescem.

Hollande reiterou seus planos para realizar uma conferência internacional para ajudar a coordenar ações internacionais contra o Estado Islâmico.

Jihadistas executam mais de 160 soldados na Síria

O Estado Islâmico (EI) executou em 24 horas mais de 160 soldados sírios no norte do país, afirmou à AFP o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane.

“O EI executou entre quarta e quinta mais de 160 soldados sírios em três lugares diferentes da província de Raqa, norte da Síria”, afirmou.

Os soldados sírios foram executados na província de Raqa, no norte da Síria, enquanto os jihadistas também prosseguiam com sua ofensiva contra um grupo de xiitas na localidade iraquiana de Amerli.

Segundo a OSDH, 1.400 soldados defendiam a base de Tabqa, conquistada pelo EI no domingo em Raqa. Durante os combates, cerca de 200 foram mortos, enquanto que 700 se reuniram em setores sob controle do regime.

Esta notícia chega num momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estuda possíveis ataques aéreos contra posições do EI na Síria e está cada vez mais perto de autorizar uma missão de ajuda para os xiitas encurralados.

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