Netanyahu é criticado em casa por guerra em Gaza

Por lyafichmann
Palestinos comemoram ‘vitória’ em Gaza | Mohammed Salem/Reuters Palestinos comemoram ‘vitória’ em Gaza | Mohammed Salem/Reuters

O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, enfrenta duras críticas dentro do país em função de um custoso conflito contra o grupo radical palestino Hamas. Em Gaza, militantes ligados ao grupo comemoraram o que consideram ser uma “vitória” sobre o Estado judeu.

Comentaristas na mídia israelense reproduziram ataques feitos por integrantes de extrema-direita da coalizão de governo. “Após 50 dias de guerra, na qual uma organização terrorista matou dezenas de soldados e civis, destruiu a rotina diária e colocou o país em um estado de dificuldade econômica, poderíamos esperar muito mais do que o anúncio de um cessar-fogo”, escreveu o analista Shimon Shiffer no “Yedioth Ahronoth”, jornal mais vendido de Israel. “Poderíamos esperar que o premiê fosse à residência do presidente e informasse a ele sobre sua decisão de renunciar”.

A trégua anunciada na terça-feira foi mantida nesta quarta-feira.

Israelense observa fumaça no lado sírio do Golã | Ronen Zvulun/Reuters Israelense observa fumaça no lado sírio do Golã | Ronen Zvulun/Reuters

Radicais tomam posição no Golã

Militantes da Frente Nusra, ramificação da Al-Qaeda, tomaram um posto de passagem na linha divisória entre a Síria e o Golã, território sírio ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. A informação foi divulgada nesta quarta por um grupo sírio de monitoramento do conflito.

Os combatentes, que prometeram “libertar” a área, capturaram o posto de Kuneitra, no lado sírio, que estava sob controle de forças leais ao presidente Bashar al-Assad. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, houve violentos confrontos. O diretor do grupo, Rami Abdel Rahman, disse que 20 soldados e quatro insurgentes morreram.

A passagem é monitorada pela ONU, que supervisiona o tráfego entre os dois países. A distância entre os dois lados é de cerca de 200 metros. O posto de Kuneitra foi capturado por rebeldes sírios em junho de 2013 mas voltou depois ao controle do Exército sírio.

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